"A PJ teve conhecimento deste assunto muito tarde, porque se tivessem sido feitas as participações mais cedo podia-se ter evitado mais crimes", afirmou à Lusa a fonte ligada ao processo. (Veja os vídeos da SIC no final do artigo)
A Polícia Judiciária lamenta a participação tardia dos jovens desaparecidos na zona da Lourinhã defendendo que se podia ter evitado pelo menos mais um crime, disse hoje à Lusa fonte ligada à investigação do suspeito do triplo homicídio.
"A PJ teve conhecimento deste assunto muito tarde, porque se tivessem sido feitas as participações mais cedo podia-se ter evitado mais crimes", afirmou à Lusa a fonte ligada ao processo.
"Ciúme louco"
"A Policia Judiciária só teve conhecimento do desaparecimento em março deste ano. É uma investigação muito recente, tendo de imediato mobilizado os meios necessários", com recurso ao laboratório científico para resolver estes crimes, acrescentou a fonte.
Para a Judiciária a "motivação para os crimes deveu-se a um ciúme louco", disse ainda a mesma fonte.
A PJ esteve durante os "dois últimos dias a proceder a investigações exaustivas na casa" do alegado autor dos três assassinatos, conhecido por rei ghob ou ainda Xico do avião, referiu a fonte.
"Castelo" visto à lupa
Fonte da Guarda Nacional Republicana disse à Lusa que na casa do alegado autor do triplo homicídio, no lugar de Carqueja (conhecida nas redondezas como "castelo"), também estiveram cães de busca pisteiros da Unidade de Intervenção daquela força de segurança, recusando, no entanto, prestar mais informações sobre a investigação.
A polícia está a investigar os desaparecimentos de três jovens, uma mulher em 5 de junho de 2008, do seu namorado, cerca de 20 dias depois, e de uma jovem em março deste ano.
O alegado autor destes crimes foi detido terça-feira pela Unidade Nacional Contra-Terrorismo da Polícia Judiciária.
Surpreende-me a segurança da fonte quando afirma que poderiam ter sido evitados crimes, caso a participação tivesse sido feita mais cedo. Perante esta "boca" apetece perguntar, participação de quê, do desaparecimento e, em caso afirmativo, estes são da competência da PJ, ou não são e, não o sendo que dilgências seriam realizadas após a comunicação. Para tristeza das famílias, basta o trágico desenlace, não as carreguem com a responsabilidade de eventuais tardias participações, fica mal a quem o faz, sabendo que a investigação tem destas coisas e determinados crimes só se esclarecem depois de outros terem acontecido. Fico por aqui, antes que alguém pense que sei alguma coisa disto.
Para os criminosos comuns (não psicopatas) ainda há um resquício de humanidade, um interdito moral ou uma ética a preservar.
Nos psicopatas (severos) os seus crimes são uma viagem ao desconhecido, muitas vezes um recorde supremo.
"Tão boa pessoa este tipo, não posso acreditar q tenha feito estes crimes horríveis" dizem os vizinhos, como se a mente humana tivesse um contrato com o bom senso, com a "normalidade".
O homicídio no meio do assalto amedronta-nos,mas conseguimos "entender", precisava de dinheiro foi lá e matou.
No crime sem motivo não existe uma lógica, um porquê.