27/05/2012 atualizado às 1:18
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Trichet aponta corte de medidas anticrise

O presidente do BCE afirmou que as medidas anticrise serão retiradas de forma gradual e a liquidez oferecida absorvida, de modo a evitar qualquer ameaça para a estabilidade dos preços.

15:22 Quinta feira, 5 de novembro de 2009
Jean-Claude Trichet anunciou a manutenção da taxa directora para a zona euro
Jean-Claude Trichet anunciou a manutenção da taxa directora para a zona euro
Reuters
O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, indicou hoje que vão começar a ser retiradas parte das medidas de injecção de liquidez tomadas de emergência para combater a maior recessão desde a 2.ª Guerra Mundial. 
 
"Nem todas as nossas medidas para assegurar a liquidez serão necessárias com a mesma extensão do que no passado" à medida que a economia recupera, disse Trichet na conferência de imprensa dada em Frankfurt após o anúncio das decisões de política monetária do BCE. 
 
Como esperado, a instituição manteve as suas taxas inalteradas, com a principal taxa directora no mínimo histórico de 1%. 
 
"O Conselho de governadores vai assegurar que as medidas extraordinárias tomadas serão retiradas de modo atempado e gradual e a liquidez oferecida absorvida, de modo a conter efectivamente qualquer ameaça para a estabilidade dos preços à médio e longo prazo", afirmou. 
 
Trichet voltou hoje a considerar "apropriado" o actual nível das taxas de juro e indicou que a decisão de manutenção das taxas foi tomada "por
unanimidade" dos membros do conselho de governadores. 

Economia em clima de incerteza


 
A economia da zona euro vai recuperar progressivamente nos próximos meses, mas a retoma continua rodeada de incertezas elevadas, disse ainda Trichet. 
 
As últimas estatísticas confirmam a hipótese do BCE, que aponta para uma "retoma económica progressiva em 2010", explicou. 
 
Mas as incertezas que pesam sobre este cenário continuam "elevadas", advertiu, quando a economia é actualmente sobretudo sustentada por planos de apoios governamentais. 
 
Do lado da inflação, o BCE espera um regresso a "taxas positivas nos próximos meses", após cinco meses de contracção dos preços em termos homólogos.
 
Mas "a estabilidade dos preços será mantida a médio prazo", acrescentou, confirmando deste modo que o BCE não vê nenhum risco de inflação futuro e não está a considerar cenário de deflação.
Lusa
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PEATRAS (seguir utilizador), 1 ponto , 17:08 | Quinta feira, 5 de novembro de 2009
Se o BCE conseguir absorver a liquidez injectada no sistema financeiro, mantendo a estabilidade dos preços com a retoma económica, não tenho dúvidas que a credibilidade do euro sairá bastante reforçada desta crise, e teremos que erguer uma estátua ao sr. Trichet.

Resta-nos esperar que os governos consigam reduzir os défices e a dívida pública sem espremer demasiado o contribuinte. Será pedir demais?
 
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