O Tribunal da Relação de Lisboa deu hoje razão a
Rui Pedro Soares
relativamente à providência cautelar interposta em fevereiro para evitar a publicação de declarações suas no jornal "Sol", obrigando o semanário, o diretor e as jornalistas a pagar uma indemnização.
Segundo disse à Lusa fonte ligada ao processo, a decisão do Tribunal da Relação de Lisboa é referente a um recurso interposto pela sociedade detentora do jornal Sol (o Sol é Essencial) quando confrontada pela providência cautelar de Rui Pedro Soares.
De acordo com a mesma fonte, a indemnização a pagar ascende a cerca de meio milhão de euros, uma vez que o Tribunal da Relação manteve os valores apresentados anteriormente.
Em maio, o tribunal cível decidiu que o diretor do Sol teria de pagar 10 mil euros pela violação da providência cautelar apresentada em fevereiro, enquanto as jornalistas Felícia Cabrita e Ana Paula Azevedo teriam de pagar 5 mil euros cada uma.
"Sol" vai recorrer
Contactado pela Lusa, o diretor do semanário, José António Saraiva, admitiu que ainda não teve conhecimento formal da sentença, mas garantiu que vai recorrer.
"Seguramente que vamos recorrer", afirmou, defendendo que "o caso não é nada linear".
"Há vários juristas que têm tomado posições, não direi que todas a nosso favor, mas, pelo menos, bastante repartidas", acrescentou.
Já Rui Pedro Soares preferiu recorrer a uma declaração lida, adiantando que está "perfeitamente consciente das consequências a que se sujeita quem não se conforma com os abusos e incompetências de alguns maus jornalistas e com as faces ocultas e semi-ocultas que os alimentam e que dele se alimentam".
"Não ignoro que essa atitude continuará a atrair sobre mim uma campanha de ódio, mas tenho esperança que a minha atuação possa incutir ânimo e esperança aos próximos alvos de campanhas negras lançados pelo arquiteto José António Saraiva e por quem mais se pauta pelos mesmos padrões", declarou.