Os três portugueses que hoje chegaram a Madrid, num voo de repatriação com origem no Haiti, residiam naquele país desde 1983 e "perderam tudo", tendo-se reencontrado, com vida, só três dias depois do abalo.
O pai e dois irmãos, cuja identidade ainda não foi revelada, estão "profundamente abalados", como explicou à Lusa fonte espanhola.
A mesma fonte explicou que os três portugueses apenas conseguiram trazer consigo uma mala pequena, com alguns bens pessoas, tendo o pai conseguido salvar o seu passaporte português.
No aeroporto a que hoje chegaram, os três estão a ser apoiados pela
Cruz Vermelha Internacional, "a tomar banho, mudar de roupa e a comer", antes de seguirem, quando possível, para Portugal.
Os três portugueses estão a ser acompanhados por um elemento do serviço consular em Madrid que prestará todos os eventuais apoios que sejam necessários.
Separados durante três dias
Oriundos do Algarve, os três portugueses são um exemplo dos problemas
que muitas famílias sentiram e ainda sentem, em Port-Au-Prince, tendo estado separados durante três dias, sem saberem do paradeiro uns dos outros, e temendo o pior.
O pai e um dos irmãos conseguiram contactar com elementos da Cooperação
Espanhola no Haiti a quem explicaram que o outro rapaz estava desaparecido.
O jovem foi localizado por pessoal da embaixada espanhola, depois de conhecimento que a namorada do rapaz trabalhava como médica num hospital da cidade.
Os três encontraram-se depois num local estabelecido para a repatriação dos espanhóis, situado na base das forças uruguaias da Missão de Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (MINUSTAH).