27/05/2012 atualizado às 1:18
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Três mortos em acidente na barragem do Tua

Trabalhadores ficaram soterrados após deslizamento de terras. EDP vai abrir inquérito e secretário de Estado do Ambiente foi ver zona do acidente.

16:06 Quinta feira, 26 de janeiro de 2012

Três trabalhadores morreram na sequência de um deslizamento de terras nas obras da barragem do Tua, disse à Lusa o comandante distrital de Operações de Socorro de Vila Real.

O acidente ocorreu cerca das 14h, na margem esquerda do rio Tua, e no local estão cerca de 20 bombeiros, elementos da GNR, um helicóptero e o INEM.

Segundo o vereador da Protecção Civil de Alijó, Adérito Figueira, o acidente ocorreu na sequência do deslizamento de uma máquina, que, por consequência, arrastou uma grande quantidade de terra. Os três operários ficaram soterrados.

Adérito Figueira referiu ainda que o local é de difícil acesso e as comunicações dificultadas com os meios que estão no local.

Este é o segundo acidente em menos de seis meses em Foz Tua, depois de em 30 de agosto três outros operários terem ficado feridos na sequência da queda da plataforma de uma grua.

EDP anuncia inquérito


A EDP acionou o Plano de Emergência e vai abrir um inquérito. António Ferreira da Costa disse à Agência Lusa que tudo indica que se tratou de um aluimento natural de terrenos, que acabaram por cair por cima do local onde se procedia aos trabalhos.

Os trabalhadores ficaram soterrados e, segundo o responsável, acabaram por perder a vida na sequência do acidente.

Dois dos operários são da área próxima à construção da barragem e foram contratados pela Mota Engil, enquanto o terceiro, contratado pela Somague, era de fora da região.

Familiares recebem apoio psicológico


António Ferreira da Costa referiu que a Mota Engil disponibilizou psicólogos para acompanharem as famílias das vítimas.

Quanto ao deslizamento de terras, explicou que este ocorreu numa área geologicamente muito frágil e íngreme.

O local ficará interdito até à realização do inquérito.

Secretário de Estado do Ambiente reuniu-se com autarcas, proteção civil e EDP


O secretário de Estado do Ambiente garantiu hoje, em Alijó, que o Governo "tudo fará" para que "as medidas adequadas possam ser implementadas e que não volte a ocorrer um acidente deste tipo, naquilo que for possível e estiver ao alcance das entidades envolvidas".

Pedro Afonso de Paulo encontrava-se no Porto, onde participava numa iniciativa, quando ocorreu o acidente na zona onde está a ser construído o paredão da barragem.

O secretário de Estado do Ambiente e Ordenamento do Território aproveitou depois para se deslocar a Alijó, onde reuniu com autarcas, elementos da proteção civil e responsáveis da EDP.

Após a reunião, o membro do Governo fez questão de descer até à zona de obra, parando na estrada que desce de Alijó para a foz do Tua para observar o local do acidente, que ocorreu na margem aposta.

Pedro Afonso de Paulo referiu que os responsáveis da concessionária da obra "vão avaliar o plano de segurança que está implementado, se ele é o adequado para as condições, se houve alguma falha ou não". "Penso, nos termos do que me foi transmitido, que essa avaliação está a correr", salientou.

Construtores excluem violação das normas de segurança


O agrupamento de empresas que está a construir a barragem de Foz Tua excluiu qualquer cenário de desrespeito pelas normas de segurança no acidente que matou hoje três trabalhadores da obra.

Em comunicado, a administração do agrupamento complementar de empresas Barragem de Foz Tua refere que o acidente foi provocado "pelo desprendimento súbito e inesperado de um maciço rochoso e garante que a equipa de trabalho estava a cumprir "todos os normativos relacionados com os regulamentos de segurança previstos na Lei".

A administração do agrupamento, que integra as empresas Mota-Engil Engenharia, Somague e MSF, lamenta "profundamente" o acidente, sublinha a forma célere como foram acionados os meios de socorro e apresenta condolências às famílias das vítimas.


Lusa
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A história repete-se...
Franco5612 (seguir utilizador), 2 pontos , 16:57 | Quinta feira, 26 de janeiro

...foi aberto um inquérito de averiguações...

...a inspecção do trabalho esteve no local....

...os trabalhos ficaram parados....

...blá, blá, blá...

 
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Inquéritos!?...
ruinv (seguir utilizador), 1 ponto , 19:11 | Quinta feira, 26 de janeiro
Os responsáveis, sejam eles a protecção civil ou a tutela, através dos sempre inconclusivos inquéritos, preocupam-se tanto com estas mortes como com os acidentes (que também provocaram mortes) que aconteceram nesta linha (todos na zona de influência da barragem), que apesar de centenária, ocorreram todos depois da decisão da construção desta mesma barragem de Foz-Tua!... Como dizia a deputada Helena Pinto no Parlamento, por essa altura: "Será que ainda não soaram as campaínhas no Ministério das Obras Públicas e Transportes ou no Ministério Público?"...
 
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Quem tem as mão sujas de sangue hoje?
JoséPinto73 (seguir utilizador), 1 ponto , 10:16 | Sexta feira, 27 de janeiro
http://aventar.eu/2012/01...

Condolências às famílias.
Viram alguma barreira, alguma protecção alguma rede contra queda de blocos na reportagem da televisão? Eu não. Afirmam que a derrocada foi “natural”. Naturalmente, quando se detonam explosivos e se escava por baixo de pedras, estas caem. Nada mais natural.
Façam inquéritos, exija-se o cumprimento de normas de segurança.
Já estou farto de ver mortos e estropiados das obras, SEM TER QUE SER!
 
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    Re: Quem tem as mão sujas de sangue hoje?    Ver comentário
Heinkel (seguir utilizador), 1 ponto , 15:36 | Sexta feira, 27 de janeiro
Falta de segurança
yuri_rostov (seguir utilizador), 1 ponto , 19:47 | Sexta feira, 27 de janeiro
Infelizmente, em obras da EDP ou até de grandes Donos de obra a segurança está assegurada de uma forma satisfatória mas nem sempre é assim. A começar com CSO que não percebem nada do assunto (e que foram lá parar pelo preço mais baixo) e apenas se preocupam com as formigas e deixam passar os elefantes, com projectistas que nem sabem o que é segurança em fase de projecto e donos de obra/empreiteiros/fiscalização que quer é a obra a andar. Efectivamente a paragem de trabalhos por questões de segurança é permitida por lei (e não só no CCP) mas hoje em dia param-se máquinas porque falta um papel (um certificado CE por ex.) mas ninguém vê se os cabos, ganchos, tubos hidráulicos ou sinais evidentes de corrosão põem em causa o funcionamento da máquina ou trabalhadores que tem BI caducado e não entram em obra mas alguns que que lá estão são de uma enorme inconsciencia. Mas enfim, se calhar ele até teve formação e já estamos safos... Acho que neste caso muita gente deve estar a reunir toda a documentação possível, porque é a altura de sacudir água do capote. E quem se vai lixar serão os trabalhadores ou o desgraçado do técnico de segurança...e perguntarem ao dono de obra pelo estudo geotécnico da zona de estabilização de taludes? E a CSO não terá nada a dizer? É que dizer que está mal é fácil mas arranjar soluções...Existe um acompanhamento das vibrações quando se verificam desmontes de rocha? E porque começar a estabilização por baixo quando deveria ser por cima? Enfim...
 
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