As dificuldades sentidas hoje pelos cidadãos devido à greve dos transportes serão diárias se o Governo não reformar as empresas públicas de transportes, considerou o Secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Silva Monteiro.
"O dia que hoje os nossos cidadãos experimentaram teve limitações importantes a nível dos transportes públicos. O esforço que o Governo tem estado a desenvolver é que este dia não mais se repita, que não possa ser o dia a dia dos nossos cidadãos", afirmou o governante após uma reunião no Ministério da Defesa, em Lisboa.
Segundo Sérgio Silva Monteiro, só com a reforma do setor dos transportes e a sua sustentabilidade é possível "continuar a manter a prestação do serviço público".
"Se não fizermos isso, as dificuldades sentidas hoje passarão a ser diárias", acrescentou o governante, repetindo a argumentação avançada na segunda-feira.
Contestação por todo o país
Várias empresas públicas do setor dos transportes foram hoje afetadas por uma série de greves parciais.
Os trabalhadores do Metropolitano de Lisboa estiveram em greve entre as 06:00 e as 10h. Na CP -- Comboios de Portugal e na CP Carga, o primeiro período de greve registou-se entre as 5h30 e as 8h30, tendo-se iniciado um outro pelas 17:30 que será estendido até às 20h30.
No transporte rodoviário, na Carris e na Sociedade de Transportes Colectivos do Porto (STCP) os trabalhadores fizeram greve entre as 10h e as 16h.
Na Transtejo e na Soflusa, empresas que asseguram a travessia fluvial entre as duas margens do rio Tejo, em Lisboa, houve plenários de trabalhadores com paralisações entre as 14h e as 17h30.