Espero que esses crânios que aconselham os grandes que governam o mundo consigam produzir alguma réstia de ideia que faça a economia voltar a parecer uma ciência lógica.
Quinta-feira à noite: já levo 60 horas seguidas de folhetim grego em cima. Até já aprendi o nome do Ministro das Finanças grego, do das Forças Armadas, do Chefe destas demitido por aquele, e do líder da oposição. Já ouvi dezenas de opiniões de gregos comuns (isto é, passantes nos arredores da Praça Syntagma, em Atenas, junto às câmaras das televisões estrangeiras), e por elas fiquei a saber que: os gregos querem o referendo para poder votar não; querem o fim do governo de Georges Papandreou mas não querem o regresso do governo da Nova Democracia que os enfiou neste buraco; não querem medidas de austeridade mas também não querem sair do euro e regressar ao dracma e, muito menos, sair da Europa e abrir falência sózinhos.
Uma alta patente dos serviços secretos gregos,foi ter com Papandreou e pediu-lhe que tinha de falar a sós com ele,a notícia era importantíssima e secreta.
O 1ºministro levantou-se da Assembleia e chamou-o ao seu gabinete
Então o que se passa??
Nem imagina Sr 1ºMinistro o que eu descobri.
Imagine que encontrei Sócrates em Paris.
O quê...??
Sim,é verdade,ele mesmo.
E o que é que ele está lá a fazer??
Está a estudar filosofia.
A estudar filosofia??
Então ele já não era filósofo...??
Sim...mas ele disse-me que tem de acompanhar a modernidade.
E você perguntou-lhe como podemos saír da crise??
Sim,eu perguntei e ele respondeu-me:
Só sei que nada sei.
O Miguel tem razão, por vezes eu já confundia se estavam a falar da Grécia, de Portugal, ou da Europa. De uma coisa fiquei ciente. Afinal Sócrates não era assim tão culpado da crise cá dentro e agora já todos chegaram à conclusão, em primeiro lugar que há uma crise Mundial e Europeia e o que se passa nos outros Países também nos afeta. Os ignorantes, os maldizentes, os caluniadores e boateiros, estão a perder essa batalha. Esta crise grega deu também para perceber que estamos todos atados a uma corda e embora alguns se podem afogar primeiro, vão arrastar os outros e ou se salvam todos, ou se afogam todos.
Eu teimo, e teimo e volto a teimar!Perante um qualquer País ("imaginário"); com autarquias sobreendividadas em pouco mais de duas dezenas de anos democracia;com empresas que durante anos e anos não contribuiram em nada para o fisco;que foram abençoadas com planos perdão dívidas;que concorriam obras publicas mesmo com imensos calotes estado;num país que continua remunerar gestores hospitais já encerrados;onde quase todos dias se falava derrapagens financeiras;que dá bolsas estudo a ricos;que não tributa imposto sobre fortunas;com uma classe politica auferir rendimentos ao nivel Países mais ricos;com politicos a auferir reformas principescas com meia-dúzia de anos trabalho;que tem universidades para formar gente sem futuro nenhum;que andou anos e anos dar emprego a quem colasse cartazes;com um sistema judicial que só serve para condenar pilha-galinhas,e tantos e tantos outros casos, que é do conhecimento geral do comum cidadão.Não é obvio, que o cidadão comum, seja de opinião dos altos signatários da Nação, criarem mecanismos na DEMOCRACIA, para responsabilizar, de uma vez por todas, a classe politica/dirigente?