O tráfico de seres humanos envolve entre 600 mil a 800 mil vítimas por ano e gera uma receita de nove mil milhões de dólares (sete mil milhões de euros), estima uma organização norte-americana.
A Coligação para Abolir a Escravatura e o Tráfico (CAST, na sigla em inglês) estima que existam 27 milhões de pessoas no mundo escravizadas.
Citada pela agência de notícias Efe, a CAST salienta ainda a debilidade das pessoas indocumentadas e qualifica a situação nas cidades dos Estados Unidos como grave.
Para as urbes norte-americanas, adianta, são atraídos anualmente 50 mil homens, mulheres e crianças para serem explorados em regime de escravidão.
A estimativa de 600 mil a 800 mil vítimas anuais respeita apenas ao tráfico internacional, não contemplando os casos de tráfico de pessoas nos seus próprios países, sublinha a organização.
Terceiro na lista de crimes com mais receitas
O tráfico de pessoas "é um tipo de crime que é muito difícil de combater, porque não é público, é um crime privado e há uma falta de educação sobre a identificação do problema", afirma Alicia Ekland, do grupo de advogados da CAST.
As receitas desta atividade criminosa colocam-na em terceiro lugar, a seguir aos tráficos de armas e drogas, segundo as estatísticas divulgadas no portal da CAST.
Na Califórnia, os agentes federais da imigração têm um relatório que dá conta de que "um número aproximado de 10 mil mulheres em Los Angeles estão a trabalhar como escravas na indústria sexual e este número não inclui as pessoas nos trabalhos domésticos, em fábricas ou na agricultura, entre outros", acrescentou.