Tráfego aéreo cai 10,1% em Fevereiro
O volume de passageiros transportados pelas companhias aéreas IATA (Associação Internacional do Transporte Aéreo) caiu 10,1% em Fevereiro, face ao mês homólogo de 2008, agravando a quebra de 5,6% registada em Janeiro.
Apesar de uma redução de 5,9% na oferta de capacidade (em resultado da supressão de voos), esta medida não conseguiu minimizar a quebra na procura, arrastando a taxa de ocupação (load factor) para uma média de 69,9% (3,2 pontos percentuais abaixo do registado em Fevereiro de 2008). No transporte de carga, os fretes diminuíram em 22,1%, face aos níveis de 2008.
"A forte quebra ocorrida em Fevereiro no tráfego de passageiros espelha bem o agravamento da crise. O tráfego de carga, que começou a cair em Junho de 2008, antes do mercado de passageiros ser atingido, regista agora três meses consecutivos de quebras da ordem dos 22 a 23%. Podemos ter atingido o fundo do poço no declínio do transporte de carga, mas a magnitude da queda demonstra que levará tempo a recuperar", afirma Giovanni Bisignani, director-geral e administrador executivo da IATA.
As quebras de procura no tráfego de passageiros das linhas aéreas foram particularmente acentuadas em África (menos 13,7%), na região Ásia-Pacífico (menos 12,8%), na América do Norte (menos 12%) e na Europa (menos 10,1%). Na América Latina e no Médio Oriente, as descidas foram de 3,8% e 0,4%, respectivamente. No último caso, em resultado de uma política agressiva de redução da oferta de 7,3%.
"A prioridade para as companhias aéreas de todo o mundo é a sobrevivência. Isto significa o redimensionamento da indústria para fazer face às perdas de 62 mil milhões de dólares (45,9 mil milhões de euros) em receitas previstas para este ano. As transportadoras terão de tomar decisões difíceis para se manterem actividade com prejuízos de 4,7 mil milhões de dólares (3,4 mil milhões de euros) em 2009", acrescentou Bisignani.



