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Trabalhadores manifestam-se hoje pelas ruas de Valadares

Três dias após o bloqueio da Cerâmica de Valadares, mais de 100 trabalhadores vão realizar hoje uma manifestação pelas principais ruas da freguesia de Vila Nova de Gaia.

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Conversa de membros da administração da Cerâmica de Valadares com trabalhadores durante o dia de ontem resultou infrutífera
Conversa de membros da administração da Cerâmica de Valadares com trabalhadores durante o dia de ontem resultou infrutífera / José Coelho
Trabalhadores da Cerâmica de Valadares mantêm o bloqueio à entrada da fábrica
Trabalhadores da Cerâmica de Valadares mantêm o bloqueio à entrada da fábrica / José Coelho/Lusa

Inconformada com os dois meses de salários em atraso, a comissão de trabalhadores da fábrica de cerâmica decidiu, durante a noite, organizar uma manifestação pelas principais artérias de Valadares.

A marcha de protesto foi anunciada hoje de manhã pela União dos Sindicatos do Porto, depois dos trabalhadores terem recusado a proposta da administração da Cerâmica de Valadares de pagar os ordenados em atraso relativos a dezembro no dia 3, amanhã, e os de janeiro a 17 de fevereiro.  

"Os trabalhadores já estão cheios de promessas e, por isso, recusaram a proposta. O facto é que a administração comprometia-se a pagar um mês amanhã, mas ainda estava dependente do negócio com um cliente", afirma Manuel Mota, da comissão de trabalhadores.

Após vários dias de negociações para resolver o drama dos pagamentos em atraso, parte dos trabalhadores optaram por bloquear a atividade da empresa, encontrando-se concentrados, desde segunda-feira, à frente da porta principal da fábrica.

Atrasos desde o verão


"Esta situação dos atrasos nos ordenados já vem desde agosto, o que até já levou 21 trabalhadores a fazerem acordos de rescisão com medo de ficarem sem nada no futuro", refere Manuel Mota.

A administração da Cerâmica de Valadares já ameaçou chamar as autoridades para obrigar os trabalhadores a desmobilizarem, mas até agora a comissão de trabalhadores tem-se mostrado irredutível, inviabilizando qualquer transporte de mercadorias da empresa até que sejam pagos os dois meses de ordenados em dívida.

A manifestção terá início às 17h, mantendo no entanto os cerca de 400 trabalhadores um grupo de piquete à porta da fábrica enquanto os restantes farão um cordão humano pelas ruas de Valadares.

Segundo Galvão Lucas, presidente da Cerâmica de Valadares, a maioria dos trabalhadores continua a laborar na fábrica, imputando a um grupo "de agitadores" o braço de ferro que já podera estar resolvido.

"Este impedimento das viaturas de mercadorias entrarem e sairem é insustentável e a administração da empresa terá de tomar medidas se esta situação se mantiver até segunda-feira", adverte Galvão Lucas, referindo que não irá "continuar a contemporizar" com os trabalhadores que estão a bloquer as entradas e saídas da fábrica. 


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A mão do PCP na Valadares
O PCP quer mesmo o quanto pior melhor nas empresas e no País.
Re: A mão do PCP na Valadares
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Quem manda pode.
Pobres daqueles trabalhadores que vêem o seu governo virar-lhes as costas.
...lendo o penultimo paragrafo..
,,,percebe-se que a maioria dos trabalhadores estão a trabalhar !!!!!

Será possivel que essa frase não tem valor para estes comentadores ?? santa ignorancia!!!
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Edição Diária 17.Abr.2014

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