Trabalhadores da Autoeuropa querem linha de apoio
As comissões de trabalhadores do Parque Industrial da Autoeuropa vão propor quinta-feira ao Governo a criação de uma linha de apoio àquelas empresas e a adaptação do Plano de Apoio ao Sector Automóvel à realidade de cada uma.
Para tal, os representantes das comissões de trabalhadores das empresas do parque industrial da Autoeuropa reúnem-se quinta-feira à tarde com o secretário de Estado do Emprego e Formação Profissional, Fernando Medina, para "aranjar soluções" e "apresentar propostas" que dêem resposta às suas dificuldades, após o anúncio de layoff da fabricante de Palmela.
"Vamos propor a criação de uma linha especial de apoio às empresas do parque e a adaptação do PASA à realidade de cada empresa, uma vez que a maioria não consegue enquadrar-se nas condições exigidas pelo plano", disse à agência Lusa o coordenador da comissão de trabalhadores da empresa Webasto, uma das fornecedoras da Autoeuropa, Luís Peixe.
Os trabalhadores propõem também uma maior participação das empresas do parque no fabrico de compontentes automóveis e na produção de veículos feitos em Portugal.
"Estamos não só a falar da Autoeuropa, mas também das fábricas da PSA-Citroën, em Mangualde, da Renault, em Cacia, da Toyota Caetano, em Ovar, e da Mitsubishi, no Tramagal", disse Luís Peixe, que falava à Lusa em nome das outras Organizações Representativas dos Trabalhadores (ORT) do Parque Industrial da Autoeuropa (com cerca de 8000 trabalhadores).
Por outro lado, acrescentou, a "Autoeuropa deve dar mais atenção aos seus próprios fornecedores do parque", lamentando que o fabricante automóvel
"tenha recorrido a um fornecedor espanhol para a produção do tecto panorâmico para o Scirocco e não à Webasto que está a apenas cinco minutos".
Luís Peixe considera que o Governo deve baixar o imposto automóvel e aumentar os incentivos para a compra de automóveis em Portugal.



DR
A proposta assenta ainda na adaptação do Plano de Apoio ao Sector Automóvel à realidade de cada empresa do parque industrial
