Anterior
Alga tóxica interdita praias no Algarve
Seguinte
Ponte Vasco da Gama: trânsito condicionado no fim-de-semana
Página Inicial   >  Atualidade / Arquivo   >   Totobola: há 50 anos a tentar acertar no "treze"

Totobola: há 50 anos a tentar acertar no "treze"

Tentar a sorte no Totobola e apostar nos resultados do futebol é um ritual que já dura há cinco décadas. Exposição da Santa Casa da Misericórdia recorda aquele que já foi um dos jogos de apostas favoritos dos portugueses.
Lusa |
A 24 de setembro de 1961, os portugueses começaram a preencher o boletim para tentar acertar no "treze do Totobola"

Com concorrência de outros que hoje oferecem milhões de euros várias vezes por semana, um "treze no Totobola" já não é o máximo, como cantava Sérgio Godinho, mas o jogo resiste e faz 50 anos no sábado, 24.

"És um 'number one'/ dou-te vinte valores/ és um treze no Totobola" eram os elogios do cantor à pessoa amada na música "Com um brilhozinho nos olhos", na altura em que o Totobola ainda era, a seguir à Lotaria, o jogo de apostas mútuas mais popular em Portugal.

No dia 24 de setembro de 1961 começou o ritual de preencher o boletim e tentar acertar nos resultados dos jogos era mais do que ter bons palpites, era mostrar que se percebia de "bola". Como se veio a ver, não era tarefa fácil, uma vez que o primeiro totalista só surgiu em abril do ano seguinte.

O Totobola ocupou muita conversa de café e muita discussão de adeptos de futebol empenhados em adivinhar qual o desfecho dos jogos do campeonato nacional ou das competições europeias e mundiais.

O jogo perdeu expressão especialmente a partir de 2004, quando surgiu o Euromilhões

Euromilhões roubou o negócio aos clássicos jogos de apostas


A partir de 1985, o Totoloto surgiu com prémios maiores e o Totobola começou a perder influência e popularidade, uma tendência que se acentuou para ambos os jogos quando se começou a jogar o Euromilhões em 2004.

Os números dos últimos concursos espelham bem esta hierarquia: em Portugal foram entregues mais de 1,6 milhões de boletins do Euromilhões, 566 mil do Totoloto e 45 mil do Totobola.

Em 2003, a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, titular dos jogos sociais, ponderou acabar com o Totobola, constatando que as gerações mais jovens não tinham interesse em jogar.

Ao longo dos anos, o jogo foi mantendo a fórmula de tentar adivinhar se ganha a equipa da casa ou o visitante ("1" ou "2") ou se a partida termina em empate ("X"). No entanto, acrescentaram-se as opções do Joker (que premeia um número de bilhete) e o "Super 14", em que se procura adivinhar o resultado de um jogo do boletim.

50 anos de Totobola recordados em exposição


No sábado, a Santa Casa inaugura no seu espaço na Rua do Carmo uma exposição com material relativo à história do Totobola.

Entre as curiosidades que a exposição se propõe desvendar está o facto de a Coroa de Inglaterra ter dado uma menção honrosa ao jogo e os cartazes de publicidade pintados por artistas como a pintora Maluda.

Em exposição estarão também artigos dos bastidores do jogo, como uma carrinha da frota que recolhia os boletins ou máquinas de registo de várias épocas.

Tente adivinhar os antigos resultados dos jogos


Na Internet , a Santa Casa promove um jogo de Totobola diferente do habitual, em que o desafio não é adivinhar os resultados da jornada que ainda não se jogou, mas acertar nos resultados de partidas disputadas nas últimas cinco décadas.

Mesmo se já não mobiliza apostadores como há 50 anos, o jogo faz parte do imaginário coletivo de gerações de portugueses: durante os anos 80 e 90, a RTP transmitiu "Vamos jogar no Totobola", um espaço documental sobre todo o tipo de assuntos que terminava sempre com um palpite para o preenchimento do boletim, e em 1964 estreava o filme "Pão, Amor e Totobola", com Florbela Queiroz a dançar o twist.


Opinião


Multimédia

Dez verdades assustadoras sobre filmes de terror

Este vídeo é como o monstro de "Frankenstein": ganhou vida graças à colagem de partes de alguns dos filmes mais aterrorizantes de sempre. Com uma ratazana mutante e os organizadores do festival de cinema de terror MotelX pelo meio. O Expresso foi à procura das razões que explicam o fascínio pelo terror, com muito sangue (feito de corante alimentar) à mistura. 

A paixão do vinil

Se para muitos o vinil é apenas uma moda que faz parte da cultura do revivalismo vintage, para outros ver o disco girar nunca deixou de ser algo habitual.

Portugal foi herdado, comprado ou conquistado?

Era agosto em Lisboa e, às portas de Alcântara, milhares de homens lutavam por dois reis, participando numa batalha decisiva para os espanhóis e ainda hoje maldita. Aconteceu em agosto de 1580. Mais de 400 anos depois, o Expresso deu-lhe vida, fazendo uma reconstituição do confronto através do recorte e animação digital de uma gravura anónima da época.

O Maradona dos bancos centrais

Dizer que Mario Draghi está a ser uma espécie de Maradona dos bancos centrais pode parecer estranho. Mas não é exagerado. Os jornalistas João Silvestre e Jorge Nascimento Rodrigues explicaram porquê num conjunto de artigos publicado no Expresso em Novembro de 2013 e que venceu em junho deste ano o prémio de jornalismo económico do Santander e da Universidade Nova. O trabalho observa ainda o desempenho de Ben Bernanke no combate à crise, revisita a situação em Portugal e arrisca um ranking dos 25 principais governadores de bancos centrais. Republicamos os artigos num formato especial desenvolvido para a web.

Com Deus na alma e o diabo no corpo

Quem os vê de fora pode pensar que estão possuídos. Eles preferem sublinhar o lado espiritual e terapêutico desta dança - chamam-lhe "krump" e nasceu nos bairros pobres dos Estados Unidos. De Los Angeles para Chelas, em Lisboa, já ajudou a tirar jovens do crime. Ligue o som bem alto e entre com o Expresso no bairro. E faça o teste: veja se consegue ficar quieto.

O Cabo da Roca depois da tragédia que matou casal polaco

Os turistas portugueses e estrangeiros que visitam o Cabo da Roca, em Sintra, continuam a desafiar a vida nas falésias, mesmo depois da tragédia que resultou na morte de um casal polaco, cujos filhos menores estavam também no local. Durante a visita do Expresso, um segurança tentou alertar os turistas para o perigo e refere a morte do casal polaco. O apelo não teve grande efeito. Veja as imagens.

Ó Capitão! meu Capitão! ergue-te e ouve os sinos

Ele foi a nossa ama... desajeitada. Ele foi o professor que nos inspirou no liceu. Ele trouxe alegria, mesmo nas alturas mais difíceis. Ele indicou-nos o caminho na faculdade. Ele ensinou-nos a manter a postura, mas também a quebrar preconceitos. Ele ensinou-nos que a vida é para ser aproveitada a cada instante. Ó capitão, meu capitão, crescemos contigo e vamos ter de envelhecer sem ti. 

Crumble. A sobremesa mais fácil do mundo

Tiger escolheu a gastronomia como forma de estar na vida, especialista em pratos de confeção acessível, com ingredientes ao alcance de qualquer pessoa. Veja, confecione, desfrute e impressione.

Voámos num F-16

Um piloto da Força Aérea voou com uma câmara GoPro do Expresso e temos imagens inéditas e exclusivas para lhe mostrar num trabalho multimédia.

Salada de salmão com sorvete de manga

Especialista em pratos de confeção acessível, com ingredientes ao alcance de qualquer pessoa, Tiger escolheu a gastronomia como forma de estar na vida. Veja, confecione, desfrute e impressione.

Por faróis nunca dantes navegados

São a salvaguarda dos navegantes, a luz que tranquiliza o mar. Há 48 faróis em Portugal continental e nas ilhas. Este é um acontecimento único: todos os faróis e 1830 km de costa disponíveis num mesmo trabalho. Para entendê-los e vê-los, basta navegar neste artigo.

Parecem casulos onde gente hiberna à espera de ver terra

No Porto de Manaus não há barcos, mas autocarros bíblicos que caminham sobre água. Têm vários andares e estão cheios de camas de rede que parecem casulos onde homens, mulheres e crianças aguardam o destino. E há gente a vender o que houver e tiver de ser junto ao Porto. "Como há Copa, tem por aí muito gringo que vem ter com 'nóis'. E então fica mais fácil vender"

O adeus de Lobo Antunes às aulas de medicina

O neurocirurgião deu terça-feira a sua "Última Lição" no auditório do Instituto de Medicina Molecular da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, na véspera de deixar o seu trabalho no serviço nacional de saúde.

Jaguar volta a fabricar desportivo dos anos 60

Até ao verão será fabricado um número limitado de desportivos Jaguar E-Type Lightweight, seguindo todas as especificações originais, incluindo a continuação do número de série das unidades produzidas em 1963.

"Naquela altura estavam continuamente a acontecer primeiras coisas"

Mais do que uma manifestação, o 'primeiro' 1º de Maio é recordado como a grande festa da Revolução dos Cravos, quando o povo saiu às ruas em massa e a união das esquerdas era um sonho possível. "O 1º de Maio seria mais uma primeira coisa, porque naquela altura estavam continuamente a acontecer primeiras coisas." Foi há 40 anos.


Comentários 0 Comentar

Últimas

Ver mais

Edição Diária 17.Abr.2014

Leia no seu telemóvel, tablet e computador
PUBLICIDADE

Pub