Lisboa, 29 set (Lusa) -- O Presidente de Timor-Leste manifestou-se hoje surpreendido pela constituição de dois membros do Governo como arguidos num caso de enriquecimento ilícito e de abuso de poder, perpetrado por um vice-primeiro ministro e pelo chefe da diplomacia daquele país.
Em declarações à Lusa, José Ramos-Horta disse conhecer o processo instruído pela Procuradoria Geral da República e questiona as conclusões de um caso que classificou como "humanitário" e um "episódio quase natural na vida de um país".
Em causa está a nomeação de uma funcionária para a Missão de Timor-Leste junto das Nações Unidas, em Nova Iorque, durante o anterior executivo timorense, liderado por Ramos-Horta e que foi revogada pelo arguido Zacarias da Costa, atual chefe da diplomacia do país, três meses após a sua nomeação, em agosto de 2008.