Mário Lino não sabe se adjudica ou não o TGV
antes das eleições, afirmou à saída do colóquio sobre alta velocidade promovido pela Assembleia da República. Contudo, faz questão de relembrar que "a alta velocidade é uma prioridade para este governo".
"As duas propostas finais do troço Poceirão-Caia estão a ser analisadas, depois há todo um processo onde se inclui a adjudicação, a base de contrato de concessão, o decreto-lei que faz as bases do contrato... O contrato final deverá ser assinado até final do ano, se se cumprir este programa", explica o ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações.
As bases do contrato de concessão dependem de um decreto-lei que tem de ser aprovado pelo Presidente da República, mas Mário Lino não vê nenhuma razão para que Cavaco Silva venha a vetar o diploma.
Para o governante, o projecto de alta velocidade tem "um custo suportável face aos benefícios", pois cerca de 50% "vai ser pago pelos utilizadores [custo dos bilhetes]".
Mário Lino lembrou também que "em relação aos fundos comunitários há prazos que têm de ser cumpridos sob o risco de os perder". "Portugal já gastou muito dinheiro neste projecto e vai receber 10% dos fundos comunitários para a rede trans-europeia de transporte dos 27", ressalva.
As obras deverão começar no segundo semestre de 2010.