Governo acredita que chegará a acordo com os polícias em greve ainda durante o dia de hoje, depois de ontem soldados e grevistas terem entrado em confronto.
31 mil Número de polícias militares que trabalham na Baía. As autoridades estimam que um terço esteja a fazer greve, mas os sindicatos dizem que o número é superior e que mesmo os polícias que estão a trabalhar recusam sair dos quartéis.
O Governo brasileiro acredita que conseguirá chegar a acordo com os polícias militares em greve na cidade de Salvador, na Baía, ainda durante o dia de hoje.
O governador da Baía, Jacques Warner, revelou que as negociações com os grevistas se estenderam até de madrugada e tiveram alguns desenvolvimentos, depois do governo ter mostrado abertura para fazer reajustes nos salários de forma faseada, até 2015.
Contudo, o governador não aceita que os grevistas que se envolveram em confrontos na semana passada sejam perdoados. "Aministia concede-se num regime de exceção e de guerra, e estamos numa democracia. Conceder amnistia seria um salvo-conduto para atos criminosos", explicou, citado pela "Globo".
"Evidente que aqueles que fizeram atos que não compactuam com a democracia, que violaram a lei, que danificaram património público, que de arma em punho ameaçaram a população dentro dos autocarros, esses seguramente terão que ser processados, senão seria um salvo-conduto para que que qualquer movimento reivindicatório pudesse fazer o que quisesse", acrescentou, para explicar por que razão não aceita a exigência dos grevistas de que lhes seja concedida uma amnistia.
Confrontos entre polícias e soldados
Ontem, os polícias entraram novamente em confronto com os soldados das Forças Armadas que cercam o edifício da Assembleia Legislativa, onde os grevistas estão acampados há uma semana.
Os soldados dispararam balas de borracha e gás de pimenta e pelo menos dois grevistas e um operador de câmara de televisão ficaram feridos, segundo informações da imprensa brasileira.
A greve policial teve início na terça-feira e tem gerado forte tensão em todo o estado da Baía, para onde cerca de 2500 efetivos das Forças Armadas foram enviados para garantir a segurança.
As pessoas evitam sair de casa e algumas escolas cancelaram as aulas, pelo que há ruas em Salvador que se encontram vazias.
Desde o início da paralisação dos polícias militares foram registados 93 casos de homicídios somente na região metropolitana de Salvador.
JJFF (seguir utilizador), 3 pontos (Bem Escrito), 14:48 | Terça feira, 7 de fevereiro
Independentemente da justiça ou não das reivindicações em causa, é nisto que dá, quando se convoca uma greve sem avaliar o alcance das suas consequências. Neste caso deu para o torto, com mortos e vandalismo à mistura e a história ainda continua.
Desculpem. Esta msg não tem a ver com o tema desta notícia mas... queria perguntar:
Que se passa com a nossa comunicação social?
Olhemos para o Expresso online: Que relevo é dado ao que acontce na Síria?
Espreitemos os jornais internacionais. Todos noticiam que Espanha, Itália, França chamam os seus embaixadores em Damasco. Que alguns destes países chamam os embaixadores sírios no seu país.
E em Portugal?
Que se passa perante esta chacina humana?
Onde está o nosso Ministro dos N. Estrangeiros?