20 de abril de 2014 às 9:22
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Ténis faz Frederico Gil adiar sonho de ser médico

O tenista português melhor classificado de sempre no ranking mundial (68.º), está matriculado na universidade, mas para já quer competir no ATP World Tour.
Frederico Gil, na primeira ronda do Estoril Open, onde perdeu frente a James Blake, nº 16 do mundo Tiago Petinga/EPA Frederico Gil, na primeira ronda do Estoril Open, onde perdeu frente a James Blake, nº 16 do mundo

Frederico Gil , o melhor português de sempre no ranking mundial, está a concretizar um sonho no ténis, mas a carreira desportiva profissional está a adiar-lhe outro desejo: o curso de Medicina.

Com 24 anos, Gil está matriculado na universidade, mas já estabeleceu que a prioridade é competir no ATP World Tour, com a mesma determinação de quando tinha 10 anos e contrariou o destino, após um médico lhe ter diagnosticado um tumor benigno no joelho direito e lhe dito que "desporto nunca mais".

"Tenho congelada a minha matrícula em Medicina. Para já, quero ser jogador profissional de ténis, é para isso que trabalho diariamente, sempre procurando o meu caminho", referiu à Agência Lusa, ciente de que "os estudos são muito importantes".

O 68.º jogador da hierarquia mundial e campeão absoluto de Portugal por três vezes declarou que sempre recorda os ensinamentos da família de "ter uma visão do futuro" e da importância da formação no crescimento humano.

"O meu pai (Rui Gil) falou comigo e disse-me para continuar a jogar ténis, que é o que eu mais gosto de fazer, mas para nunca deixar de pensar nos estudos", acrescentou o primeiro tenista português a ter entrada directa por mérito próprio no quadro de singulares do Estoril Open.

Frederico Gil, afastado na primeira ronda do Estoril Open pelo norte-americano James Blake, revelou que não sabe quando vai regressar à universidade, mas já tem como garantido que pretende especializar-se em Medicina desportiva.

Sete anos depois de figurar pela primeira vez no ranking ATP, o jovem de Sintra tornou-se o melhor tenista português de sempre e, no ano passado, bateu alguns recordes que perduravam há mais de uma década.

Em Agosto, tornou-se no segundo português - o primeiro foi o seu treinador, João Cunha e Silva - a conquistar um torneio de 100.000 dólares, em Istambul, Turquia. Poucos dias volvidos, Gil atingiu o 86 posto, igualando o ranking de Nuno Marques, que perdurou durante 14 anos.

Frederico Gil perdeu no domingo para o argentino Gastón Gaudio a final do "challenger" de Tunis, Tunísia, depois de esta temporada já ter atingido as meias-finais de dois torneios do ATP World Tour: em Joanesburgo, África do Sul, e na Costa do Sauípe, Brasil.

Comentários 4 Comentar
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Opção difícil
Mas que pode hipotecar o futuro.

Com o crivo tão apertado para entrar em medicina...uma entrada congelada (que deve ter tirado vaga a alguém), a escolha tem de ser criteriosa.

Se o ténis é o sonho e a vocação...força.
O ranking tem muitos degraus para subir.

Força campeão, mas...
Humildade...precisa-se.
Opção acertada...
É incomparavelmente mais rentável e agradável bater umas bolas nuns courts do que estar a fazer bancos em hospitais miseráveis e a tratar estropiados deitados em macas alinhadas em corredores sem fim.
Ténis
Pois ,esse é o dilema de alguns de nós.Bom dilema.
Ser tenista profissional não é compativel com o exercício da Medicina.
Ser profissional médico,permite bater umas bolas de ténis de vez enquando.
Há que escolher:sorte e mérito de alguns, apenas.
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