A Telefónica retirou a sua oferta de compra de 50 por cento da Brasilcel, detida pela empresa espanhola e pela Portugal Telecom, que é proprietária de 60 por cento da brasileira Vivo.
A empresa espanhola comunicou este "facto relevante" à Comissão Nacional do Mercado de Valores (CNMV), declarou à agência EFE o secretário geral e do Conselho de Administração da Telefónica, Ramiro Sánchez de Lerín.
Segundo essa comunicação, a Telefónica desiste da sua oferta, por recusa do Conselho de Administração da Portugal Telecom dentro do prazo fixado, que terminou à meia noite de sexta feira.
Ao final da noite de sexta feira, a Portugal Telecom (PT) e a Telefónica continuavam a acertar um alargamento do prazo na proposta da empresa espanhola para comprar a parte portuguesa da Vivo para que prosseguissem as negociações, segundo fonte próxima do negócio.
A reunião de sexta feira do conselho de administração da PT terminou sem conclusões sobre a última oferta da Telefónica para a compra da operadora móvel brasileira Vivo, por 7,15 mil milhões, mas continuaram os contactos entre as administrações das duas operadoras ibéricas.
A proposta da Telefónica para compra da Vivo, no valor de 7,15 mil milhões de euros, devia expirar sexta feira à meia noite.
A 30 de junho, e apesar de a maioria dos acionistas (74 por cento) da PT ter dado luz verde ao negócio, o Estado português usou a 'golden share' (direitos especiais), pela primeira vez, para vetar a compra dos 50 por cento que a operadora tem na Vivo pela Telefónica, numa proposta revista em alta por duas vezes, chegando a 7,15 mil milhões de euros.
O Governo invocou "interesse nacional" para tomar esta posição. Na última quinzena têm decorrido negociações entre as gestões das duas operadoras ibéricas, que procuram alcançar uma base de entendimento sobre a operação de venda da Vivo.