20 de abril de 2014 às 1:37
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Teixeira Duarte corta 1600 empregos em dois anos

O grupo Teixeira Duarte cortou 1600 postos de trabalho em dois anos. No 1º trimestre os lucros estiveram em forte queda.
Abílio Ferreira (www.expresso.pt)
Os lucros do grupo dirigido por Pedro Teixeira Duarte estiveram em forte queda no primeiro trimestre Os lucros do grupo dirigido por Pedro Teixeira Duarte estiveram em forte queda no primeiro trimestre

A Teixeira Duarte (TD) cortou em dois anos 1600 postos de trabalho. Depois de um máximo de 13412 no fim de Março de 2009, regista agora 11.817 (-12%). Comparando com 2010, a redução é de 900 (-7,3%).

No 1º trimestre, os lucros do grupo estiveram em forte queda (-91%), passando de €92,3milhões (2010) para €8 milhões. Mas, nesta comparação teremos de entrar com o efeito Cimpor que em 2010 rendera à TD €80 milhões. Ainda assim, expurgando o encaixe da Cimpor, o resultado líquido registou uma redução de €4 milhões.

De acordo com a construtora, o desempenho foi penalizado em €11,6 milhões pela desvalorização face ao euro das divisas em que opera no exterior. Por isso, os resultados financeiros foram fortemente negativos (-24,6 milhões). Os restantes indicadores tiveram um comportamento positivo no 1º trimestre.

A faturação ficou nos €319 milhões (+4%), o resultado operacional (EBIT) valeu €36,8 milhões (+36%) e a margem de EBITDA melhorou para 16,4%. A carteira de obras estabilizou nos €2,1 mil enquanto o endividamento líquido cresceu €49 milhões face a Dezembro de 2010. Está agora nos €1,1 mil milhões.

Antecipando o desempenho do exercício de 2011, a administração diz que a TD "manterá particular vigilância quanto à contenção de custos", mantendo "expectativas de crescimento do sector da construção no estrangeiro". Em 2011, espera atingir um volume de negócios de €1,5 mil milhões.


Brasil a subir


Numa análise aos nove mercados em que opera, o grupo regista o reforço do contributo do Brasil e a redução do peso do mercado doméstico. A TD faz no exterior 60% do seu negócio. Angola ameaça tornar-se no principal mercado, destronando Portugal.

No 1º trimestre Portugal (€123 milhões) reduziu o seu contributo de 42% para 39% - Angola vale 36%, mantendo a faturação de €114 milhões. Brasil é o terceiro mercado e o que mais cresceu. A sua quota passou de 10% para 14%. Dos restantes mercados, Venezuela, Marrocos e Ucrânia tornaram-se residuais.

Por negócios, a TD regista o desempenho favorável da construção em Portugal (+16%) e no Brasil e dos sectores imobiliário e automóvel no exterior.

A construção registou uma subida homóloga de 3,4%, representando 52% da faturação consolidada do grupo. O sector Automóvel (Angola) registou uma forte subida nas vendas: 46%, faturando €35 milhões. Com desempenhos dececionantes, estiveram a Hotelaria (-20%), com €15 milhões e a Energia (-10%), com €29 milhões, pela redução da atividade no segmento da energia solar.

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