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Teixeira dos Santos defende acção coordenada internacional

O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos apelou à necessidade de uma posição coordenada dos países ibero-americanos para encontrar soluções para a crise financeira mundial.
Lusa |
Teixeira dos Santos admitiu falhas do sistema de supervisão assentes na auto regulação e na disciplina do mercado
Teixeira dos Santos admitiu falhas do sistema de supervisão assentes na auto regulação e na disciplina do mercado / Sérgio Granadeiro/Expresso

O ministro das Finanças alertou hoje para o "perigo de um ciclo vicioso" entre o sistema financeiro e a economia real, destacando a importância de uma acção internacional coordenada que apoie o crescimento, emprego e reforço do sistema financeiro.

Falando na sessão de abertura da reunião extraordinária de ministros ibero-americanos das Finanças, Teixeira dos Santos disse que o objectivo do encontro é reflectir sobre "a melhor forma de combate à crise económico-financeira" e adoptar uma "posição coordenada dos países ibero-americanos" que contribua para que nos trabalhos da próxima reunião dos chefes de Estado e Governo do G-20 em Abril em Londres se encontrem "soluções para o problema global" que o mundo enfrenta.

Na sua intervenção, o ministro português das Finanças admitiu serem hoje reconhecidas "as falhas do sistema de supervisão assentes na auto regulação e na disciplina do mercado", que, disse, "são difíceis de assegurar em momentos de sobreoptimismo como os vividos antes da crise".

Os efeitos desta crise afirmou, "rapidamente se estenderam a todas as economias mesmo as com reduzida exposição aos produtos tóxicos e ao mercado 'subprime' dos Estados Unidos".

Como resultado, as últimas previsões do Fundo Monetário Internacional apontam para uma quebra do crescimento do PIB mundial para 0,5 por cento, contra 5,2 por cento em 2007 e 3,4 por cento em 2008.

A América Latina, menos afectada pelos efeitos da crise, deverá continuar a crescer a uma taxa positiva, embora "mais pequena do que nos últimos anos".

Já a taxa de desemprego global deverá aumentar segundo números da Organização Internacional do Trabalho para 6,1 por cento a 7,1 por cento em 2009, contra 5,7 por cento em 2007.

Numa tentativa de reverter esta situação, Teixeira dos Santos destacou "necessidade de conter tendências proteccionistas" e a "importância da integração de medidas, a nível mundial, que promovam o comércio internacional e o adequado funcionamento do mercado, aumentando os fluxos comerciais e de investimento".

Uma posição partilhada pelo secretário-geral da Conferência Ibero-americana, Enrique Iglesias, que considerou os "avanços do proteccionismo internacional" um "motivo de grande preocupação" e recordou a experiência da década de 1930, em que "prevaleceram soluções de curto prazo que levaram ao proteccionismo".

"É importante olhar a História para evitar que se repita", alertou.

Enrique Iglesias destacou, na sua intervenção na sessão de abertura da conferência, que se vive "uma situação excepcional" no mundo, após a qual "nada será igual".

"Daqui sairá um novo mundo que, esperamos, seja melhor", sustentou, referindo que a própria América latina, para quem esta é uma "crise importada", está a sentir os seus efeitos apesar de "melhor preparada" para a enfrentar.

À entrada para a conferência, o secretário-geral da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), Angel Gurría, referiu a "falha massiva na regulação, supervisão e administração do risco", salientando que "o que se quer é melhorar estes aspectos para que os mercados não andem mais rápido que os reguladores e a inovação e criatividade não sejam sinónimo de abusos e desordem, mas de progresso".

Já o ministro de Economia e Finanças de Espanha, Pedro Solbes, admitiu que 2009 será "um ano muito complicado" e em que "há que trabalhar muito para tentar melhorar a situação de crescimento, financiamento e emprego".


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Este só quer o impossivel.
Ele sabe que nunca vai haver qualquer acção concertada para esse desejo.
Sugestão ao Sr. Ministro das Finanças

E que tal, em vez de falar, o Senhor Ministro reduzis se de facto, o peso do estado na economia ?!

Diga lá qui ao JE Sr. Ministro: A crise veio mesmo a calhar não veio ?!

É que se assim não fosse, o Sr. teria negativa sem desculpas.
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