27/05/2012 atualizado às 1:04
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Teixeira dos Santos admite cortar no subsídio de desemprego

Apesar de admitir alterações ao PEC, o ministro das Finanças recusa ceder nos benefícios fiscais.

21:46 Sábado, 13 de março de 2010

O ministro das Finanças afirmou hoje que a proposta do Governo de Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) está aberta a sugestões de partidos e forças sociais, mas recusou ceder na redução dos benefícios fiscais.

Teixeira dos Santos falava no final do Conselho de Ministros extraordinário, que aprovou a proposta de PEC, documento que tem cerca de 100 páginas e que será entregue segunda feira na Assembleia da República, sendo debatido em plenário na quinta feira.

Uma das propostas poderá ser o corte dos subsídios de desemprego, admitiu Teixeira dos Santos.

Segundo o ministro de Estado e das Finanças, o diploma sobre o PEC "detalha e desenvolve as linhas gerais já apresentadas" pelo Executivo às forças políticas e aos parceiros sociais.

Processo de diálogo 


"Mas não há mudanças significativas relativamente àquilo que já foi anunciado. Centramos a nossa preocupação na redução da despesa, porque entendemos que uma subida generalidade de impostos afetaria a robustez da economia", frisou Teixeira dos Santos.

Na conferência de imprensa, o ministro das Finanças foi interrogado se aceita propostas de alteração vindas das forças da oposição, designadamente nos pontos em que se reduzem as deduções fiscais dos cidadãos.

"Quando abrimos um processo de diálogo com os partidos e com as forças fizemo-lo com espírito aberto e, por isso, abertos a receber sugestões que nos permitam a melhorar as soluções. O PEC, sendo um documento programático, terá de se traduzir depois em iniciativas legislativas que o vão concretizar.

E até a essa altura trabalharemos em diálogo e em concertação para melhorar essas medidas na sua concretização no terreno", referiu. 

Benefícios  fiscais não sofrem alterações


No entanto, sobre os benefícios fiscais em concreto, Teixeira dos Santos fechou a porta a alterações significativas.

"Devo dizer que ainda não ouvi propostas que nos permitam melhorar o resultado através de soluções alternativas. Na questão dos benefícios fiscais, eu pergunto: vamos fazer com que o ajustamento seja somente feito à custa dos funcionários públicos e dos beneficiários da Segurança Social? Não é legítimo pedirmos aos outros portugueses, designadamente aos que têm rendimentos mais elevados que também deem um contributo para este esforço?", questionou.

Para Teixeira dos Santos, uma eventual revogação das medidas tendentes à redução dos benefícios fiscais seria "o mesmo que fazerem com que sejam os pobres e os mais carenciados a pagarem a consolidação orçamental, deixando os cidadãos de rendimentos mais elevados descansadas".

"Isso é inaceitável", frisou. 

Este artigo foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

Nota da Direcção do Expresso

O Expresso apoia e vai adoptar o novo Acordo Ortográfico. Do nosso ponto de vista, as novas normas não afectam - antes contribuem - para a clarificação da língua portuguesa.

Por outro lado, não consideramos a ideia de que a ortografia afecta a fonética, mas sim o contrário. O facto de a partir de 1911 a palavra phleugma se passar a escrever fleugma e, já depois, fleuma não trouxe alterações ao modo como é pronunciada. Assim como pharmacia ou philosophia.

O facto de a agência Lusa adoptar, a partir de amanhã, o Acordo, enquanto o Expresso, por razões técnicas (correctores e programas informáticos de edição) ainda não o fez, leva a que neste sítio na Internet coexistam as ortografias pré-acordo e pós-acordo.

Pedimos, pois, a compreensão dos nossos leitores.

Lusa
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Uma farsa chamada PEC
Malekas (seguir utilizador), 2 pontos , 22:56 | Sábado, 13 de março de 2010
Qual o verdadeiro significado de PEC ? Para mim é notório que se trata de um Plano de Extorsão de Capital aos mesmos do costume. Ou seja, aos que trabalham e têm os impostos em dia.
Em Portugal alguém quer fazer ver que os culpados por este descalabro todo são os que trabalham e são honestos. Logo, há que castigá-los, fustigando-os com uma maior carga fiscal.
Um país como Portugal em que tudo isto se tornou numa monumental mentira, (des)governado por criaturas sem qualquer credibilidade, só tem mesmo um caminho que, de há uns tempos a esta parte se tornou irreversível. A extinção pura e simples.
Pena que os responsáveis por esta calamidade (muito pior do que a da Madeira), não possam ser criminalmente responsabilizados.
 
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    Re: Uma farsa chamada PEC    Ver comentário
impertinente (seguir utilizador), 1 ponto , 23:07 | Sábado, 13 de março de 2010
    Re: Uma farsa chamada PEC    Ver comentário
furedo (seguir utilizador), 1 ponto , 8:47 | Domingo, 14 de março de 2010
Pec
ANO1933 (seguir utilizador), 2 pontos , 1:08 | Domingo, 14 de março de 2010
O PEC, foi-nos apresentado em nove páginas. Por alguma razão o foi.
Como se justifica, que o mesmo vá já ser alterado?
Pelos vistos, Teixeira dos Santos está mesmo em derrapagem..
Continua a não acertar uma ?
Está cansado, e na hora de se ir embora.
O Banco de Portugal está à sua espera com um ordenado bem superior ao de Ministro de Estado.
Teve entradas de leão e saídas de sendeiro.
Boa viagem
 
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    Re: Pec. A quanto obrigas para disfarçar Congresso    Ver comentário
PIANINHO (seguir utilizador), 2 pontos , 1:38 | Domingo, 14 de março de 2010
    Re: Pec. A quanto obrigas para disfarçar Congresso    Ver comentário
ANO1933 (seguir utilizador), 2 pontos , 9:43 | Domingo, 14 de março de 2010
    Re: Pec. A quanto obrigas para disfarçar Congresso    Ver comentário
PIANINHO (seguir utilizador), 2 pontos , 20:16 | Domingo, 14 de março de 2010
    Re: Pec. A quanto obrigas para disfarçar Congresso    Ver comentário
ANO1933 (seguir utilizador), 2 pontos , 20:43 | Domingo, 14 de março de 2010
    Re: Pec    Ver comentário
caprylm56 (seguir utilizador), 2 pontos , 10:47 | Domingo, 14 de março de 2010
    Re: Pec    Ver comentário
ANO1933 (seguir utilizador), 2 pontos , 20:48 | Domingo, 14 de março de 2010
    Re: Pec    Ver comentário
PIANINHO (seguir utilizador), 2 pontos , 22:40 | Domingo, 14 de março de 2010
    Re: Pec    Ver comentário
ANO1933 (seguir utilizador), 2 pontos , 0:15 | Segunda feira, 15 de março de 2010
Maquiavel não faria melhor...
Mordaquikesaileite (seguir utilizador), 2 pontos , 10:00 | Domingo, 14 de março de 2010
Este governo tal como o florentino Maquiavel que preconizava licito que o Estado utilizasse todos os meios, para alcançar um determinado fim pretende numa altura em que o desemprego aumenta e para incentivar os desempregados a procurarem emprego reduz-se o subsidio de desemprego. Mas, ainda mais pérfido é a atitude do PSD e CDS que pretendem enganar a população, únicamente pela ansia de poder, dizendo que são contra estas medidas, inclusivamente aquelas que reduzem os incentivos fiscais da saúde e educação. Ora, neste sistema neo liberal e no estado das finanças do país o que é que o PSD e CDS faria se estivesse no governo? o mesmo ou ainda pior. A solução é a alteração do sistema actual injusto e a implementação de um verdadeiro socialismo democratico que mobilize a população e regenere o País no caminho da justiça social e do desenvolvimento. Utopia? É que a continuar assim continuamos a assitir a mais miséria e corrupção e ao oportunismo dos partidos que quando estão na oposição tudo prometem...
 
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Mentira abjecta!
ManuelVilarinhoPires (seguir utilizador), 2 pontos , 10:35 | Domingo, 14 de março de 2010
A limitação do abatimento ao IRS com despesas de saúde não vai prejuducar os mais ricos.
Vai prejudicar os mais doentes e as famílias com filhos.
Até há uns anos atrás, as despesas de súde sem limite abatiam à matéria colectável, o que, na prática, resultava que o IRS era reduzido numa percentagem dependente do escalão de rendimentos: um contribuinte de escalão alto deduzia um valor maior do que um contribuinte de escalão baixo.
Isso mudou, e agora as despesas de saúde sem limite abatem à colecta 30% do seu valor, ou seja, todos os contribuintes têm o mesmo abatimento, qualquer que seja o seu nível de rendimentos.
Definir um limite às despesas de saúde elegíveis será indiferente para quem não atinge o limite, e prejudicará em 30% todos os agregados que o ultrapassarem, qualquer que seja o seu nível de rendimentos.
E quem serão eles?
Os que tiverem pessoa doentes, nomeadamente com doenças que envolvem despesas elevadas, porque há cuidados que o SNS não presta, ou não presta em tempo útil.
E os casais com bebés que, durante anos desde uns meses antes do nascimento, têm inúmeras despesas médicas que dexarão de ter quando os filhos crescerem.
Afirmar que esta medida afecta os contribuintes de rendimentos mais altos é uma mentira abjecta!
Afecta, sim, os mais fracos, os doentes, e afecta a natalidade.

PS: Espero ver aqui os comentários dos defensores da família, porque isto tem impacte mais forte na natalidade do que o aborto, para não falar no casamento gay
 
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    Re: Mentira abjecta!    Ver comentário
ManuelVilarinhoPires (seguir utilizador), 2 pontos , 10:46 | Domingo, 14 de março de 2010
    O SEU PS3 É FANTASTICO....    Ver comentário
Pretoriano (seguir utilizador), 1 ponto , 22:27 | Domingo, 14 de março de 2010
    Re: O SEU PS3 É FANTASTICO....    Ver comentário
ManuelVilarinhoPires (seguir utilizador), 2 pontos , 23:06 | Domingo, 14 de março de 2010
    Re: O SEU PS3 É FANTASTICO....    Ver comentário
Pretoriano (seguir utilizador), 1 ponto , 19:14 | Segunda feira, 15 de março de 2010
    Re: O SEU PS3 É FANTASTICO....    Ver comentário
ManuelVilarinhoPires (seguir utilizador), 2 pontos , 20:37 | Segunda feira, 15 de março de 2010
Sinal dos tempos
Malekas (seguir utilizador), 2 pontos , 11:02 | Domingo, 14 de março de 2010
Este inusitado PEC, evidencia afinal não mais do que José Pinto de Sousa, se encontra numa situação claramente deficitária em termos de verdade, autenticidade e exemplaridade.
Mas como o elo parte sempre pelo lado mais fraco, quem vai - uma vez mais - suportar o prejuízo é o zé povo.
Tudo o resto é conversa fiada.
 
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Subsidio de Desemprego..
Fernando Torres (seguir utilizador), 2 pontos , 22:10 | Domingo, 14 de março de 2010
Convenhamos que há que "justicializar" a sua atribuição..
Por estar previsto num PEC que merece reparos não significa que não se analise este particular..talvez até não fosse má ideia debater ponto por ponto em lugar do todo..
Eu sei..e muitos mais saberão tambem..de inumeros casos em que existe um aproveitamento ilicito e imoral desse subsidio..
Eu sei de quem faça da "gancharia" modo de vida e continue a receber subsidio..acaba por ter duas fontes de rendimento em que todos somos prejudicados e apenas o gancheiro sai beneficiado..
Somos todos prejudicados porque :
-O "desempregado" gancheiro recebe subsidio embora continue a trabalhar sem declaração de actividade..
-O "desempregado" gancheiro não passa factura sobre os serviços que presta..aqui com a conivência dos seus clientes que para mim estão ao nivel da relação entre receptadores e gatunagem..
-O "desemoregado" gancheiro chega a ameaçar entidades patronais onde é enviado pelo CEFP..
-O "desempregado" gancheiro faz concorrência desleal (e ilegal) aos contribuintes de facto na sua area de actividade..
Não sei se se recordam de uma das medidas propostas por Manuela Ferreira Leite enquanto Ministra das Finanças..e a medida tinha uma certa lógica..embora fosse injusta para os cumpridores..
Vou fazer um apenso a esta intervenção..
 
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    Re: Subsidio de Desemprego..(2)..    Ver comentário
Fernando Torres (seguir utilizador), 2 pontos , 22:23 | Domingo, 14 de março de 2010
SR Ministro
caprylm56 (seguir utilizador), 2 pontos , 23:24 | Domingo, 14 de março de 2010
O sr admite cortar nos subsídios ãos trabalhadores, mas não admite baixar o seu ordenado e regalias e benesses? acha esta uma medidada de cariz social?
Voçê não é um homem sério, o seu governo com as medidas e actos já praticados, são considerados para muitos como criminosas.
 
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PEC
ANO1933 (seguir utilizador), 2 pontos , 0:22 | Segunda feira, 15 de março de 2010
Teixeira dos Santos ao afirmar que não cede no capítulo das deduções fiscais, está a ir aos bolsos dos mais desprotegidos, sujeitos ao pagamento de IRS, e cujo número é de 3.250 milhões de contribuintes.
No meu caso, este ano, já vou pagar mais cerca de 200 euros.
E, em 2011 ainda vou pagar muito mais.
Ainda se fôsse só eu !
Há factos que não se podem desmentir.
 
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PEC
ANO1933 (seguir utilizador), 2 pontos , 0:30 | Segunda feira, 15 de março de 2010
Mas qual contributo, com este PEC, vai arrecadar com aqueles que têm rendimentos mais avultados ?
Não brinque connosco ?
Alterar a taxa sobre IRS de 42% para 45%, qual vai ser o montante a arrecadar ?
É só fazer as contas, como em tempos, em relação ao PIB,
disse António Guterres...
No entanto, admite cortar nos subsídios de desemprego!
E aqueles milhares que recebem o subsídio de reinserção social e que roçam as calças pelas cadeiras dos cafés, e que não procuram emprego, nada se faz?
 
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Benefícios Fiscais
ANO1933 (seguir utilizador), 2 pontos , 0:47 | Segunda feira, 15 de março de 2010
Deixa-me verdadeiramente perplexo quando me vêem com o argumento de que os grandes prejudicados são os que recorrem aos serviços privados e perguntam,porque não utilizam o SNS.
Respondam-me, por favor só a esta questão: Aqueles que recorrem ao SNS, não têm de comprar medicamentos?
E será que os medicamentos não fazem parte dos benefícios fiscais (30% s/ o valor dos mesmos) ?
Ao ser diminuída, não se estão a penalizar os contribuintes sujeitos a IRS ?
Evidentemente, que estão.
Eu, à custa dos medicamentos, tenho recebido sempre reembolso, embora cada vez menos devido à diminuicão da deducão específica, no caso dos pensionistas.
Em 2011, arrisco-me a não receber um chavo de rembolso, devido a esta medida.
Estes são factos, que desafio seja quem fôr a pô-los em causa.
 
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PEC- Pouca Economia Credivel
Limes (seguir utilizador), 1 ponto , 22:56 | Sábado, 13 de março de 2010
Só há duas duas maneiras de o estado pagar as suas dividas sem dor.

A primeira é pelo crescimento económico e com ele menos despesas do estado e ao mesmo temo mais receitas de impostos.

+-

A segunda via é pela via da inflação, quanto mais alta for a inflação menos o estado fica a dever.

M a s nenhuma destes dois clássicos a republica portuguesas pode praticar, Alemanha não quer inflação, o crescimento económico é como acertar na chave do euromilhões.

Por isso os portugueses resta-lhe ver os restaurantes cheios de turistas, e os portugueses sem dinheiro para poderem comer uma sopinha de caldo verde.

Não há a volta a dar, e o resto são palavras sem realidade.

A economia paga com euros, é uma economia de escravidão.
 
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    fiquei contente e mais aliviado...    Ver comentário
Pretoriano (seguir utilizador), 1 ponto , 22:36 | Domingo, 14 de março de 2010
Teixeirinha,
SoundsandNews (seguir utilizador), 1 ponto , 13:01 | Domingo, 14 de março de 2010
A mim, nunca me enganas-te tu.

Aquela ontem depois do tu bando estarem reunidos vires para as TVs atirar barro à parede a tentar diluir o impacto do congresso do PSD, está em linha com as falhadas ambições do PS de meter a pata propagandística nos media.

É triste ver um ministro daas finanças a fazer figuras dessas.
 
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Com politicos tão pequenos nehum país pode ser
Miguel Lifôro (seguir utilizador), 1 ponto , 21:39 | Domingo, 14 de março de 2010
grande.

O mesmo governo que perdeu quase um milhão na bolsa, que rectificou em cima do já rectificado, que nunca acertou mesmoo no mais evidente atira com a factura para cima dos que menos têm culpa.

Parabéns e obrigado a todos os que nos obrigaram a ser governados por eles.
 
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