Tecnovia confirma lay-off de trabalhadores
A Tecnovia confirmou que vai avançar com um processo de lay-off e deverá divulgar hoje o número de trabalhadores afetados, disse à Lusa o diretor de recursos humanos da empresa do setor da construção civil.
"O processo [de lay-off] confirma-se", afirmou à Lusa o diretor de Recursos Humanos da Tecnovia, Manuel Freitas, acrescentando que a empresa está a preparar uma nota de imprensa que deverá ser divulgada até ao final do dia de hoje, na qual deverá constar o número de trabalhadores abrangidos.
No sábado, o presidente do Sindicato da Construção disse à Lusa que até 500 trabalhadores da Tecnovia podem ir para lay-off (suspensão temporária dos contratos de trabalho) com a eventual paragem das obras nas concessões rodoviárias do Alentejo e Algarve.
"Temos associados a dizer que a empresa não tem trabalho e que vai recorrer ao lay-off. É uma empresa que se dedica a betuminosas, a estradas, e como estão a mandar parar as obras as empresas recorrem ao lay-off ou à falência, atirando muitos trabalhadores para o desemprego", disse, na altura, o presidente do Sindicato da Construção, Albano Ribeiro.
Tecnovia atua em vários países
O Grupo Tecnovia é constituído pela Tecnovia SGPS, Tecnovia Madeira, Tecnovia Açores, Tecnovia Angola, T-Internacional Marrocos, Tecnovia Brasil, Tecnovia Ambiente, Tecnovia Parques e Tecnovia Cabo Verde.
A concessão Algarve Litoral foi lançada em Março de 2008 e contratada em Abril de 2009 ao consórcio Rotas do Algarve Litoral, constituído pela Edifer, Iridium, Dragados, Tecnovia e Conduril. Esta concessão inclui a construção, conservação e exploração de um conjunto de variantes das estradas nacionais (EN) 125, da EN2, EN395 e EN270.
A concessão rodoviária Baixo Alentejo, cujo contrato foi assinado em janeiro 2009, foi adjudicada ao Grupo Estradas da Planície, liderado pela Edifer e no qual se inclui várias empresas, entre as quais a Tecnovia. Esta inclui a construção de 124 novos quilómetros e a exploração e conservação de 220 já em serviço.
A Estradas de Portugal foi mandatada pelo Governo para renegociar sete subconcessões rodoviárias (duas das quais estão concluídas), a fim de atingir uma poupança nominal superior a dois mil milhões de euros nos próximos 30 anos, o prazo dos acordos assinados com as concessionárias.
Em causa estão as subconcessões Transmontana, Douro Interior, Baixo Alentejo, Litoral Oeste, Algarve Litoral e Pinhal Interior, sendo que a revisão dos acordos implica a construção de menos troços, mas sobretudo uma redução dos encargos do Estado.



