Bruxelas, 12 Mai (Lusa) - Os países da União Europeia mostraram o seu apoio ao desenvolvimento da Europeana, a biblioteca virtual europeia, face ao rápido avanço do Google Books, um portal similar criado pelo gigante da Internet, informou hoje a comissária Viviane Reding.
A comissária europeia da Sociedade da Informação pronunciava-se acerca de uma das grandes questões abordadas hoje no Conselho de Cultura e Audiovisual da UE, em Bruxelas.
"Pela minha parte, desejo que os editores europeus se convertam em membros da Fundação Europeana", declarou Viviane Reding em conferência de imprensa.
Os 27 Estados-membros da UE e o Executivo comunitário debateram, assim, "os riscos e oportunidades" gerados pela iniciativa empreendida pelo Google em 2004 - tema que foi analisado por proposta da Alemanha.
Desde esse ano, o portal norte-americano digitalizou sete milhões de livros das bibliotecas alemãs, que têm "numerosas obras de autores europeus".
A velocidade com que o Google criou as suas bases de dados digitais deve-se, essencialmente, ao facto de ter procedido à digitalização sem obter a prévia autorização dos detentores dos direitos de autor, afirmou a delegação germânica, que sugeriu um "debate profundo" sobre o tema a nível europeu.
A forma de actuação do Google permite-lhe levar vantagem frente a outros projectos de digitalização que estão a ser desenvolvidos com outro enfoque.
Pela sua parte, Vaclav Riedlbauch, o ministro da Cultura da República Checa, país que ocupa a presidência rotativa da União Europeia, afirmou que "ninguém quer evitar a difusão do saber e da informação mas há que encontrar um equilíbrio entre os direitos de autor e os interesses de editores e leitores".
A biblioteca Europeana encontra-se em fase de testes, após a sobrecarga de acessos registada quando abriu aos internautas, em Dezembro, devendo estar a operar em pleno no final de 2010, ocasião em que conta ter, pelo menos, 10 milhões de objectos digitais, de acordo com a Comissão Europeia.
HSF.
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