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TC recomenda ao Governo fusão da Transtejo e Soflusa

O Tribunal de Contas recomendou ao Governo para avançar com a fusão do grupo Transtejo, responsável pela ligações fluviais entre a Margem Sul e Lisboa.
Lusa |
Grupo Transtejo revela uma situação financeira deficitária
Grupo Transtejo revela uma situação financeira deficitária / Ana Baião

Uma auditoria do Tribunal de Contas ao grupo Transtejo , responsável pela ligações fluviais entre a Margem Sul e Lisboa, revela que as empresas do grupo devem avançar para uma fusão e que o Governo deve corrigir as receitas dos passes intermodais.

"Concretize a fusão entre a Transtejo - Transportes Tejo, S. A. e a Soflusa - Sociedade Fluvial de Transportes, S. A. de modo a extinguir as ineficiências decorrentes da manutenção dessas duas empresas", refere o documento, como recomendação ao Governo.

O grupo Transtejo é formado pelas empresas Soflusa, responsável pela ligação entre Barreiro e Lisboa, e Transtejo, responsável pelas restantes ligações fluviais no rio Tejo.

Situação financeira deficitária


Com o grupo a revelar uma situação financeira deficitária, a auditoria explica que a procura pelo transporte público fluvial tem vindo, globalmente, a decrescer, tendo perdido 23,8 milhões de passageiros entre 1998 e 2009.
 
"Em média, entre 2007 e 2009, o volume de negócios gerado cobriu: na Transtejo 31,3% dos custos operacionais e na Soflusa 42,8%", refere. 
 
Outro dos dados apontados é que os oito navios mais jovens da Transtejo, com idade média de 13 anos, foram os que apresentaram, entre 2007 e junho de 2010, as maiores taxas de inoperacionalidade, 41%, e que mais custos de manutenção geraram, 5 milhões de euros do total de 9,3 milhões despendidos com toda a frota de 23 navios. 
 
A auditoria corrige também os números de passageiros transportados pelas empresas, que são cerca de 19 milhões de passageiros, 10 milhões a Transtejo e quase 9 milhões a Soflusa, e não os 28,3 milhões que são apresentados nos documentos oficiais do Grupo. 

Redução de passageiros 


"O que significa que a cada passageiro transportado, naquele ano, estava associado um prejuízo de 1,69 euros, na Transtejo, e 0,38 euros, na Soflusa", salienta. 
 
O número reduzido de passageiros de certas carreiras em determinados horários acentua os défices operacionais. 
 
"Por exemplo, a carreira da Trafaria transportou, em 2009, 590 mil passageiros, sendo que em 25% das viagens realizadas transportou entre zero e 13 passageiros", descreve o documento. 
 
A auditoria, para além de recomendar a fusão das duas empresas, defende que o Governo deve aprovar "um plano estratégico para a mobilidade da área metropolitana de Lisboa" e também corrigir os critérios de repartição de receita dos passes intermodais e combinados, pelos diversos operadores de transportes, públicos e privados, da região de Lisboa. 
 
"A repartição vigente baseia-se em quotas estabelecidas pelo resultado de um inquérito datado de 1989, já profundamente desajustado da realidade e que está a penalizar as empresas públicas", explica. 
 
Como recomendação ao grupo Transtejo, a auditoria salienta a redefinição da oferta "sobretudo a que ocorre em horários com procura reduzida", bem como a revisão dos Acordos de Empresa. 
 
A Lusa contactou o grupo Transtejo, mas até ao momento não foi possível obter nenhum reação.  


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JÁ ALGUÉM VIU O GOVERNO SEGUIR O QUE DIZ O TC?
Diz o TC:

"Em média, entre 2007 e 2009, o volume de negócios gerado cobriu: na Transtejo 31,3% dos custos operacionais e na Soflusa 42,8%".
Admitamos que estas Empresas não eram públicas e os seus prejuízos suportados pelos impostos dos Portugueses.
O que decidiriam os seus accionistas em Assembleia Geral?
Das duas uma:

1. Haverá maneira de inverter esta situação? Qual? Vamos em frente.
2. Não há maneira de inverter a situação? As Empresas só podem fechar.
3. Mas como de um serviço público se trata, a decisão não será assim tão linear. Contudo, COM RESULTADOS OPERACIONAIS INFERIORES EM 50% ao seu volume de negócios, a solução só pode passar por responder às seguintes questões:
1. Para quê duas Empresas para fazer o mesmo serviço?
2. Como aumentar o volume de negócios?
3. Como reduzir os custos operacionais?
4. Quais as alternativas à presente situação?
O Zé pagode paga e ninguém se preocupa com a situação e este é o problema de todas as Empresas Públicas, só existem para manter uma clientela acomodada e bem paga.
O QUE FARÁ O GOVERNO? NADA! ESTA É REGRA QUE NO MAIS CURTO ESPAÇO DE TEMPO DEVE SER ALTERADA.
QUEM GOVERNA, TEM QUE SABER O QUE É GERIR..NÃO SÓ AS EMPRESAS PÚBLICAS, MAS TODA A MÁQUINA BUROCRÁTICA QUE MINA E DESTRÓI TODA A RECEITA DOS IMPOSTOS QUE ARRECADA.

Tenham vergonha!
Carris,Metro,CP,Transtejo e Soflusa estão falidas e cheias de dividas mas os trabalhadores das mesmas têm os subsidios e os ordenados em dia, pois o Estado injeta dinheiro dos contribuintes.Eles deviam ter vergonha de fazer greves.
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