27/05/2012 atualizado às 1:18

Supermercado desabou em Port-au-Prince com pessoas lá dentro

Estariam "cinco a oito" pessoas no interior do supermercado que ontem desabou na capital do Haiti

9:50 Quarta feira, 10 de fevereiro de 2010

Um dos maiores supermercados de Port-au-Prince, já bastante danificado pelo sismo de 12 de janeiro, desabou ontem quando "cinco a oito" pessoas se encontravam no interior, declarou o responsável de um estaleiro, Meir Viknan.

Pelo menos uma pessoa conseguiu sair com vida dos escombros após o desmoronamento, revelou Viknan, responsável do estaleiro encarregue da remoção dos escombros do supermercado.

"Entre cinco e oito pessoas" estavam dentro da loja quando esta desabou cerca das 17h00 locais (22h00 em Lisboa), indicou o mesmo responsável.

As equipas de socorro internacionais e a ONU iniciaram imediatamente os trabalhos para tentar resgatar as restantes vítimas deste desabamento.

Um socorrista mexicano, coberto de pó, afirmou que duas pessoas foram localizadas pelas equipas de socorro, mas ainda não sabe se estão vivas ou mortas.

Ladrões dentro do edifício


"Havia ladrões dentro do edifício, tentava fazê-los sair quando tudo se desmoronou", contou Viknan.

O Carribean Market era um grande supermercado de cinco andares muito frequentado em Port-au-Prince.

A 12 de janeiro, vários andares caíram uns sobre os outros matando dezenas de pessoas, clientes e empregados.

Os trabalhos de remoção dos escombros tinham começado sábado.

Desde o tremor de terra, os habitantes de Port-au-Prince acorriam a este supermercado, apesar do odor insustentável devido aos cadáveres ainda bloqueados.

Alguns escalavam as ruínas para procurar alimentos e outros bens, lançando-os para as pessoas que se concentravam na rua.

Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

 

Nota da Direcção do Expresso

O Expresso apoia e vai adoptar o novo Acordo Ortográfico. Do nosso ponto de vista, as novas normas não afectam - antes contribuem - para a clarificação da língua portuguesa.

Por outro lado, não consideramos a ideia de que a ortografia afecta a fonética, mas sim o contrário. O facto de a partir de 1911 a palavra phleugma se passar a escrever fleugma e, já depois, fleuma não trouxe alterações ao modo como é pronunciada. Assim como pharmacia ou philosophia.

O facto de a agência Lusa adoptar o Acordo, enquanto o Expresso, por razões técnicas (correctores e programas informáticos de edição) ainda não o fez, leva a que neste sítio na Internet coexistam as ortografias pré-acordo e pós-acordo.

Pedimos, pois, a compreensão dos nossos leitores.

Lusa
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