19 de junho de 2013 às 7:58
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Suécia diz que cabe aos EUA garantir que Assange não seja extraditado

O fundador do site WikiLeaks receia ser extraditado para os EUA, onde poderá enfrentar a pena de morte.

Um conselheiro do Ministério da Justiça sueco disse hoje que cabe às autoridades norte-americanas dar ao fundador do site WikiLeaks, Julian Assange, as garantias que ele pretende para evitar ser extraditado da Suécia para os EUA.

A lei sueca e a Convenção Europeia dos Direitos Humanos, subscrita pela Suécia, interditam a extradição de uma pessoa para um país onde possa incorrer na pena de morte, precisou à agência AFP o conselheiro, Per Hedvall.

Se Estocolmo receber um pedido de extradição de um país que aplica a pena de morte, como os Estados Unidos da América (EUA), "as garantias devem vir do outro estado (o que requer a extradição) de que a pena de morte não será pronunciada nem aplicada" nesse caso, explicou Hedvall. "As garantias não vêm do nosso lado, elas devem vir do outro lado", insistiu.

Receio de pena de morte


Segundo os seus apoiantes, Assange receia que, em caso de extradição do Reino Unido para a Suécia, seja depois extraditado para os EUA, onde poderia responder por acusações de espionagem, por ter divulgado no site na Internet WikiLeaks milhares de documentos diplomáticos norte-americanos, incorrendo mesmo na pena de morte.

A Justiça sueca pediu a extradição de Assange para o julgar por acusações da prática de crimes sexuais. Depois de um tribunal britânico ter dado "luz verde" em junho à sua extradição, Assange refugiou-se na embaixada do Equador em Londres. O Equador concedeu entretanto asilo político a Julian Assange.

As autoridades suecas fizeram saber que não receberam qualquer pedido de extradição dos EUA.

Uma porta-voz do WikiLeaks, Kristinn Hrafnsson, declarou à AFP que para pôr fim a este imbróglio diplomático seria "uma boa base de negociação" se as autoridades suecas declarassem "sem reserva que Julian (Assange) jamais será extraditado da Suécia para os EUA".

EUA negam "caça às bruxas"


O Departamento de Estado norte-americano desmentiu na segunda-feira que os EUA estejam a desencadear uma "caça às bruxas" contra Julian Assange, considerando gratuitas as acusações feitas no domingo pelo fundador do WikiLeaks.

As autoridades britânicas já indicaram que o asilo concedido a Assange "não muda nada" sobre a determinação de Londres de o extraditar para a Suécia, que o reclama pela acusação da prática de violação e agressão sexual.

No domingo, a uma varanda da embaixada do Equador em Londres, Assange agradeceu a todos os que o têm apoiado e pediu ao Presidente norte-americano, Barack Obama, para pôr termo à "caça às bruxas" contra ele e o seu site.

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Assessor de Relvas foi informador da "CIA privada"
Wikileaks: assessor de Relvas foi informador da "CIA privada"

O esquerda.net teve acesso aos emails revelados pela Wikileaks sobre a empresa de espionagem Stratfor. Um dos informadores é português e foi parar ao Governo pela mão de Miguel Relvas. Quando o assessor informou a Stratfor da sua nomeação e se disse disponível para a ajudar no que fosse preciso, a "CIA privada" promoveu-o no ranking de confiabilidade.

Há poucas semanas, a organização de Julian Assange disponibilizou ao esquerda.net o acesso ao motor de pesquisa dos emails da Stratfor. Eles revelam a troca de correspondência entre um alto responsável da empresa e um assessor do ministro Miguel Relvas. Trata-se de Diogo Noivo, que antes de entrar no círculo governamental era investigador do Instituto Português de Relações Internacionais e Segurança (IPRIS). O IPRIS é dirigido por Paulo Gorjão, um dos apoiantes de Passos Coelho à presidência do PSD logo em 2008, quando perdeu a eleição para Manuela Ferreira Leite.

Assessor do Governo continuou disponível para a Stratfor

Aos 28 anos de idade, Diogo Noivo foi nomeado assessor de Miguel Relvas logo após a vitória do PSD nas eleições de junho de 2011 que o jovem investigador iria "realizar estudos e prestar apoio técnico no âmbito da respectiva especialidade, com um vencimento bruto de 3.069,33 euros, acrescido de despesas de representação".

www.esquerda.net/artigo/wikileaks-assessor-de-relvas-foi-informador-da-cia-privada/ 24316
O que a Suécia diz é que se os EUA pedirem a
extradião e garantirem que Assange não será condenado à morte podem extraditá-lo. Portanto Assange pode ser condenado a prisão perpétua que não aflige a Suécia......Portanto força Equador, exigir que se cumpram as convenções internacionais no que diz respeito ao direito de asilo de qualquer cidadão....
Brincou, arranhou, magoou, agora as consequências
Pois é, andou a fazer cócegas ao urso enquanto este dormia, agora toca a fugir!

Será que ele tem pernas para isso!
Haja vergonha Ver comentário
Não ligue. São meros lacaios do imperialismo.. Ver comentário
Confirmação da Suécia!
A Suécia acabou de confirmar que sempre havia um arranjinho entre o Reino Unido a Suécia e os Estados Unidos Para deportaren o Assange! Na melhor da hipoteses se o complot tivesse corrido bem o Assange acabava os seu dias em Guantanamo a ser torturado diariamente.
Corrijam a notícia
Pela milionésima vez: Assange ainda não foi acusado de qualquer crime! A Suécia pede a sua extradição para o interrogar no âmbito do processo em curso.

Façam o favor de corrigir a notícia, dado que estão a transmitir informações erradas.
Também tenho algo a dizer ( mais um )
Fica pela pena perpétua que o crime de expor as sacanagens dos Estados é crime grave.
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