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Sucedem-se os erros na base de dados de adjudicações

Um enfermeiro por quase €25 mil e seguranças por €9.50 são os erros mais recentes na base de dados de adjudicações.
As entidades responsáveis afirmam que os casos não passam de erros de inserção de dados

Após a revelação da pen-drive aparentemente adquirida pela Universidade de Coimbra a troco de €12 mil (um valor que afinal se refere a quatro mil pens), surgiram mais dois dados "estranhos" no novo portal onde as entidades estatais inserem as adjudicações realizadas.

O primeiro relaciona-se com adjudicação celebrada entre o Hospital Dr. Francisco Zagalo, em Ovar, e a "Tonus-Trabalho Temporário, LDA" para a contratação de um enfermeiro no elevadíssimo valor de €24.554,46.

Em declarações ao Expresso, o presidente do Conselho de Admnistração do Hospital, Nuno Miguel Matos Lopes, afirmou que o valor se refere 10 enfermeiros e não um, e que tudo não passou de um lapso na inserção de dados na base que, assegura, já ter sido corrigido no que toca à entidade que gere (documento em anexo).

Responsabilidade de quem insere os dados


O segundo caso prende-se com a contratação do Munícipio de Castro Verde à "PROSSEGUR" de serviços de segurança que, na página do portal, tem o irrisório valor de €9,50. 

Nélia Marques, assistente técnica da Câmara de Castro Verde, revelou ao Expresso que o preço presente na página se refere a um "custo por hora" e que não reflete o valor total, que não se encontra especificado na página por "não haver esse campo para preencher".

No que toca aos responsáveis por gerir o Portal, as declarações obtidas pelo Expresso remetem toda a responsabilidade da inserção de dados para as entidades adjudicadoras


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Contratos: Erros na base de dados de adjudicações
Há erros muito convenientes!!!!!

Criando a ideia de uma base de dados com erros, cria-se a desconfiança nos valores, criando essa desconfiança, não de dá crédito ao que nos é apresentado. E isso é muito vantajoso para certas coisas...

Os jornalistas deveriam explorar estes erros, de forma a serem corrigidos rapidamente, para se obterem os valores correctos, que muitos políticos (governo e autarquias) não gostam muito de verem divulgados.

O jornalista é o nosso 'grilo falante' !

Que não se cale!
Erros?
Quando vemos exemplos de um governo que aldraba as contas de um país?
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Edição Diária 17.Abr.2014

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