18 de abril de 2014 às 9:03
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Sucedem-se os erros na base de dados de adjudicações

Um enfermeiro por quase €25 mil e seguranças por €9.50 são os erros mais recentes na base de dados de adjudicações.
As entidades responsáveis afirmam que os casos não passam de erros de inserção de dados As entidades responsáveis afirmam que os casos não passam de erros de inserção de dados

Após a revelação da pen-drive aparentemente adquirida pela Universidade de Coimbra a troco de €12 mil (um valor que afinal se refere a quatro mil pens), surgiram mais dois dados "estranhos" no novo portal onde as entidades estatais inserem as adjudicações realizadas.

O primeiro relaciona-se com adjudicação celebrada entre o Hospital Dr. Francisco Zagalo, em Ovar, e a "Tonus-Trabalho Temporário, LDA" para a contratação de um enfermeiro no elevadíssimo valor de €24.554,46.

Em declarações ao Expresso, o presidente do Conselho de Admnistração do Hospital, Nuno Miguel Matos Lopes, afirmou que o valor se refere 10 enfermeiros e não um, e que tudo não passou de um lapso na inserção de dados na base que, assegura, já ter sido corrigido no que toca à entidade que gere (documento em anexo).

Responsabilidade de quem insere os dados


O segundo caso prende-se com a contratação do Munícipio de Castro Verde à "PROSSEGUR" de serviços de segurança que, na página do portal, tem o irrisório valor de €9,50. 

Nélia Marques, assistente técnica da Câmara de Castro Verde, revelou ao Expresso que o preço presente na página se refere a um "custo por hora" e que não reflete o valor total, que não se encontra especificado na página por "não haver esse campo para preencher".

No que toca aos responsáveis por gerir o Portal, as declarações obtidas pelo Expresso remetem toda a responsabilidade da inserção de dados para as entidades adjudicadoras

Comentários 2 Comentar
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Contratos: Erros na base de dados de adjudicações
Há erros muito convenientes!!!!!

Criando a ideia de uma base de dados com erros, cria-se a desconfiança nos valores, criando essa desconfiança, não de dá crédito ao que nos é apresentado. E isso é muito vantajoso para certas coisas...

Os jornalistas deveriam explorar estes erros, de forma a serem corrigidos rapidamente, para se obterem os valores correctos, que muitos políticos (governo e autarquias) não gostam muito de verem divulgados.

O jornalista é o nosso 'grilo falante' !

Que não se cale!
Erros?
Quando vemos exemplos de um governo que aldraba as contas de um país?
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