Demorou quase um ano, mas as autoridades alemãs já responderam às perguntas enviadas pela PJ e DCIAP que investigam um possível crime de corrupção no processo dos submarinos.
As respostas chegaram na passada semana e o juiz de instrução do processo, Carlos Alexandre, fez um despacho a prolongar por mais dois anos o segredo de Justiça. "Só podemos supor que as respostas têm matéria sensível para os suspeitos", diz uma fonte judicial próxima do processo.
Paulo Portas era ministro da Defesa quando o 'Arpão' e o 'Tridente' foram comprados à Ferrostal por mil milhões de euros. E já foi apontado por mais do que uma vez como suspeito de ter cometido alguma ilegalidade.
Submarinos "emergem" nas eleições
A verdade é que Paulo Portas não é arguido no processo e o DCIAP recusou-se sempre a esclarecer se é suspeito. "Só posso fazer o comentário habitual: quando há eleições os submarinos emergem, quando não há submergem", disse hoje ao Expresso o líder do CDS, durante a campanha para as eleições de 5 de junho.
O único arguido conhecido do processo, o advogado que preparou o contrato, vai recorrer da decisão de alargamento para evitar estar mais dois anos sem saber se será ou não acusado no caso.
Uma certidão extraída deste processo já deu origem a uma acusação - relacionada com a não cumprimento de contrapartidas - onde são arguidos dez pessoas. Na Alemanha, há dois funcionários acusados por corromperem funcionários gregos e portugueses.