Dominique Strauss-Kahn foi hoje libertado em Lille, depois de passar um dia na prisão onde foi questionado sobre as festas libertinas nas quais teria participado em Paris e em Washington. DSK, que ontem foi detido, reconheceu um certo gosto pela libertinagem, mas negou ter cometido qualquer ato ilícito.
DSK está a ser investigado por alegado envolvimento em redes de prostituição e por "ocultação de abuso de bens sociais".
Testemunhas disseram que as viagens de várias das mulheres que participaram nas festas foram financiadas e organizadas por dois emprésarios do norte de França, Fabrice Paszkowski, diretor de uma empresa de equipamentos médicos, e David Roquete, ex-diretor de uma filial do grupo de obras públicas Eiffage. Os investigadores querem saber se as mulheres envolvidas eram prostitutas.
Caso da camareira do Sofitel
O ex-diretor geral do Fundo Monetário Internacional volta a ser ouvido em tribunal no dia 15 de março, em Nova Iorque, desta vez para a primeira audiência do processo civil interposto pela camareira do hotel Sofitel, que o acusa de abuso sexual.
A ação civil foi apresentada a 8 de agosto por Nafissatou Diallo - a empregada do hotel Sofitel que acusa DSK de a ter agredido sexualmente em maio do ano passado na suíte onde estava hospedado -, em paralelo com uma ação penal que acabou por ser arquivada a 23 de agosto.