A Apple anunciou que Steve Jobs, fundador da prestigiada marca da maçã e criador de produtos como o Macintosh, o iPad ou o iPhone, morreu na quarta-feira aos 56 anos de idade. O ex-CEO da Apple sofria de cancro no pâncreas.
"Estamos profundamente tristes por anunciar que Steve Jobs faleceu hoje", indica um curto comunicado do conselho de administração da Apple.
Também na página de entrada do site da empresa a homenagem a Steve Jobs é curta e clara: "A Apple perdeu um visionário e um génio criativo, e o mundo perdeu um ser humano extraordinário. Todos nós que tivemos a sorte de conhecer e trabalhar com Steve Jobs perdemos um amigo querido e um mentor inspirador. Steve deixou uma empresa que só mesmo ele poderia ter construído, e o seu espírito permanecerá para sempre como o alicerce da Apple."
Génio visionário
Considerado por muitos um "génio visionário" e um dos "grandes inventores norte-americanos" que "mudou o mundo", o seu nome tornou-se indistinto da empresa que criou, a Apple.
O seu nasceu na década de 70, numa garagem de Sillicon Valley, na Califórnia, quando Steven Paul Jobs e Steve Wozniak fundaram a empresa da maçã para desenvolver software informático. Em 1984, a Apple lançou o Macintosh e no ano seguinte, Steve Jobs deixou a Apple e fundou a NeXT, uma empresa de desenvolvimento de plataformas direcionadas aos mercados de educação e administração.
A compra da NeXT pela Apple em 1996 levou Steve Jobs de volta à empresa que ajudou a fundar, tendo sido presidente executivo de 1997 a 2011, ano em que - já a sofrer de cancro - renunciou ao cargo e recomendou Tim Cook (o número dois da empresa) como
seu sucessor.
Sob a orientação de Jobs, a Apple lançou o IMac, o primeiro computador com caraterísticas avançadas, principalmente pelo seu design inovador e pelo material utilizado, o plástico translúcido e colorido (os PC's tinham anteriormente o bege como cor padrão.
Com Steve Jobs, a Apple não se ficou só pelo mercado informático, marcando pontos também na área das telecomunicações (iphone), da música digital (MP3) e dos novos meios, com a introdução em 2001 do IPod.
Nova linguagem de animação 3D
Steve Jobs foi também proprietário da Pixar da Lucasfilm, que anos mais tarde ficaria conhecida por criar uma nova linguagem de animação 3D para desenhos animados. Em parceria com a Disney, criou e produziu filmes em 3D como "Toy Story", "À procura de Nemo", Ratatui" e "Carros".
Um cancro no pâncreas e posterior transplante de fígado levou Jobs a abandonar os comandos da Apple este ano.
Filho de estudantes universitários e criado como filho adotado, Jobs casou-se duas vezes e teve quatro filhos.
Uma biografia autorizada de Steve Jobs deverá chegar em novembro às livrarias portuguesas sob a chancela da editora Objectiva. Escrita pelo jornalista norte-americano Walter Isaacson, a obra é o resultado de mais de quarenta entrevistas ao co-fundador da Apple.
Steve Jobs protagonizou uma das sagas mais fascinantes de nosso tempo, uma aventura digna de filme. Reúne drama familiar, construção de um império, traição empresarial, superação e romance.
Colocado para adopção logo após o nascimento, foi acolhido por uma família simples com a condição de q pudesse fazer a universidade.
Uma vez lá, o jovem Steven Paul abandonou os estudos, trocando a graduação promissora, por um incerto curso de caligrafia e uma viagem mística pela Índia.
De volta aos EUA, inventou na garagem dos pais, ao lado do amigo, Steve Wozniak, o q viria a ser o primeiro computador pessoal do mundo.
Aos 20 anos, a dupla fundou a Apple. Três anos depois, acumulava 100 milhões de USD. Aos 30, Jobs foi expulso da companhia pelo homem q ele mesmo contratara, John Sculley.
Fora da “maçã”, fundou outra empresa de computadores e comprou, ao cineasta George Lucas, uma produtora de animações, a Pixar, por 10 milhões de dólares - 11 anos depois, a empresa seria vendida por 7 bilhões de dólares com filmes como Toy Story no currículo.
(cont)
sabendo um pouco mais de Henry Ford, que além de industrial de sucesso era um anti-semita convicto, que até publicou um livro sobre o tema, como bom irlandês que era. Morreu no ostracismo. O que muito espanta, no meu caso em particular, que a fama é, por vezes, algo que esconde o homem real daquele que é mostrado à turba. Não sei se o tal Steve Jobs é um gênio, como alguns o classificam. O que sei, para não ser muito rude, é que a mídia vai faturar muito com ele, como o faz com o cantor Micahel Jackson, outra celebridade confusa e nebulosa, que ascendeu ao paraíso do sucesso, para descer ao inferno das contradições. Tomei o gosto de não idolatrar meus iguais, pois que somos todos feitos do mesmo material. O que nos distingue, no mundo moderno, é o sucesso do bolso, que é uma medida nunca muito confiável. Essas empresas fundadas por esses gênios, pelo que sei, funcionam no melhor estilo da disputa capitalista selvagem, na qual não existe mãe alguma. Os métodos de concorrência são bárbaros e alimentados conscientemente por esses ídolos, todos de barro e todos vítimas do pó. Não vai aqui inveja, pois é preferível o anonimato comum à espécie, a ser devorado pela onda que varre uma personalidade adulada. Gosto de dinheiro, mas sei de quanto preciso e não vivo por ele ou para ele. A noção de sucesso, nos dias de hoje, tem muito pouco a ver com o próprio homem, como agente e beneficiário do progresso. Se estou na contramão, não o faço por vaidade, só pela minha verdade. Rio Grande
Morreu um visionário, e um homem que como pouco conseguiu influenciar o mundo em que vivemos. Com uma intuição para o negócio invulgar, foi capaz de se reinventar diversas vezes ao longo da sua curta vida. O mundo fica mais pobre sem um génio que nos deixou cedo demais.
Desde 2004 que Jobs sabia que sofria de um cancro raro no pâncreas e há 2 anos realizou um transplante de fígado. Raramente aparecia em publico. Apareceu neste ultimo Março para lançar o Ipad2.Mas sabia o que lhe ia acontecer. Deixou a maçã como a marca mais cotada no mundo e foi considerado o maior responsável dos avanços tecnológicos da sua empresa,traduzidos em grandes lucros.
Com ele as acções da Apple passaram de 5 dólares a 370.
Nasceu a 24 de Fevereiro de 1955 na Califórnia. Os pais, dois estudantes universitários, ele sírio, ela americana , deram-no para adopção.
Quem diria que chegaria tão alto. Foi um visionário e um realista até aos últimos dias da sua vida, e transformou o "eu", "I" em inglês no sinónimo da união homem-máquina.
"Sempre disse que, se chegasse o dia em que não poderia mais cumprir meus deveres e expectativas, eu seria o primeiro a avisá-los. Infelizmente esse dia chegou."-Steve Jobs
E logo agora que os Estados Unidos precisam tanto de "jobs".
A BBC manifestou desejo de acabar com o B.C.(Before Christ) e o A.D. (Anno Domini ) e que tal começarmos uma nova contagem com B.A. (Before Apple) e A.A. (After Apple)?!? Uma bonita homenagem ao Steve.
Lembram-se desta passagem do Forrest Gump??? O que eu me ri na altura...
Para começar quero daqui enviar as minhas condolências à família enlutada, desejando que se encontre em paz. Não foi só a família que sofreu uma grande perda, mas também o Mundo, que nunca mais será o mesmo.
sobre a informática e, para ser sincero, nem tenho relação íntima com a tal maçã, pois acredito que nunca tenha usado algo com a referida marca. Sobre o executivo fundador da Apple, nada posso dizer, pois o máximo dos meus conhecimentos são as notícias, nos últimos tempos, sobre a doença da qual sofria. De qualquer forma, é sempre com pesar que acabo sabendo de uma morte, qualquer que seja, mesmo nos campos de batalha, quando desconhecidos das grandes massas, tombam lutando por quaisquer idealismos. E esta foi mais uma. Rio Grande
Correndo o risco de ser daqui corrido a varapau, pelos seguidores desta nova religião, será que estas pessoas têm noção das barbaridades aqui ditas ?
Será que não tem noção da dimensão do seu nicho ??
Pode e deve lamentar-se a morte de uma pessoa aos 56 anos, mas há que ter tento na língua, proferindo autênticos sacrilégios, como que o mundo nunca mais será o mesmo.
Estão total e completamente enganados, meus amigos, o mundo continua e continuará o mesmo , com Jobs ou sem Jobs.
Felizmente para espécie humana, de tempos em tempos, aparece um génio destes. Até quase ao fim da sua vida, deliciou-nos com as suas apresentações. Que saudades!
Por razões sobretudo de natureza profissional, nunca fui utilizador de computadores pessoais Apple. Mas reconheço que Steve Jobs foi o homem que revolucionou o interface homem – máquina com a introdução das famosas “janelas” e do rato. Jobs é de facto o “pai biológico” do Windows!
Com as criações IPhone, IPad e Apple Store. Jobs abriu uma nova era de oportunidade na indústria de IT e conteúdos. Jobs foi também um mestre do design conferindo aos produtos fortes traços de racionalidade, elegância e sobriedade. Foi, sem margem para dúvidas, um génio e um visionário da revolução digital. Que parte cedo demais!