A Standard & Poor's elogiou a política económica do governo brasileiro e, apesar da crise internacional, decidiu elevar o
rating do país, segundo comunicado divulgado hoje pela agência de classificação de risco.
O rating de risco soberano de longo prazo do Brasil subiu de BBB- para BBB. Já o risco de longo prazo da moeda passou de BBB+ para A.
Ao mesmo tempo, a Standard & Poor's manteve a classificação de curto prazo do país em A-3, para moeda estrangeira, e em A-2, para a moeda local. A perspetiva do país é "estável".
No comunicado, a agência citou o histórico de "políticas macroeconómicas prudentes" do atual governo, como a manutenção do superávit primário na casa dos 3 por cento do PIB, para justificar a elevação do "rating".
"A combinação entre o compromisso do Brasil em continuar com uma política económica cautelosa, a sua economia diversificada e a melhoria progressiva da sua imagem internacional deve limitar o impacto de eventuais golpes externos e apoiar as suas perspetivas de crescimento no longo prazo", disse o analista Sebastián Briozzo, citado na nota.
Para a Standard & Poor's, a resposta do governo brasileiro para as pressões inflacionistas registadas este ano deram um "importante sinal" da sua flexibilidade política e do seu compromisso com a estabilidade económica.
Esta não é a primeira elevação da classificação do Brasil este ano. A Moody's elevou o rating do bónus do governo brasileiro em junho, de Baa3 para Baa2.
No mês passado, a agência de classificação de risco Fitch manteve a nota do Brasil em BBB, com perspetiva estável. Esse rating tinha sido obtido em abril.