20 de maio de 2013 às 23:16
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Standard & Poor's coloca 15 países da zona euro sob "observação negativa"

A agência de notação acabou por não colocar em observação com implicação negativa apenas os seis membros da zona euro com rating triplo A. Colocou mais nove. Portugal arrisca descida para dívida especulativa ("lixo")
Jorge Nascimento Rodrigues (www.expresso.pt)

Ao final de segunda-feira a agência de notação Standard & Poor's (S&P, pertencente ao grupo McGraw-Hill) fez uma comunicação colocando sob "observação com implicação negativa" 15 membros da zona euro, dos 17 que a compõem atualmente. Exclui a Grécia que já é classificada em nível de default altamente provável a curto prazo e manteve a anterior decisão de observação negativa para o Chipre.

A colocação em observação com implicação negativa significa que a agência está em vias de rever as notações dos 15 países. A agência informa que só procederá à revisão após apreciar os resultados da cimeira europeia de 8 e 9 de dezembro. O comunicado da S&P já surgiu após o fecho dos mercados da dívida na segunda-feira.

Agência assume "papel político"


Ewald Nowotny, do Banco central da Áustria e membro do conselho de governadores do Banco Central Europeu (que reune dia 8 de dezembro), acusou as agências de notação "de crescentemente estarem a assumir um papel político". Nas declarações que fez em Viena, ainda na segunda-feira, o banqueiro central sublinhou que estas decisões das agências "geram efeitos pró-cíclicos, o que significaimpactos que agravam as crises".

Também, o governador do Banco de França, Christian Noyer (membro do conselho de governadores do BCE) criticou terça-feira a metodologia "cada vez mais política" da S&P. A França é o país com a probabilidade de maior corte de notação entre os atuais membros do triplo A.

Segundo cálculos da Bloomberg, uma descida generalizada das notações dos membros da zona euro poderá afetar cerca de €6 biliões (6000 mil milhões de euros) de dívida soberana daqueles países.

Portugal poderá descer para dívida "especulativa"


Estão abrangidos nesta decisão todos os seis membros da zona euro que têm notação triplo A. Todos poderão perder esta notação máxima. No entanto, a agência sublinha que dos seis - Alemanha, Áustria, Finlândia, França, Luxemburgo e Holanda - provavelmente só a França sofrerá um corte mais drástico, de dois níveis, o que significa que poderá ficar com um rating abaixo do dos EUA, e com uma clara diferenciação em relação aos outros cinco da zona euro.Todos os outros 9 poderão, também, descer dois níveis.

A S&P é a única agência entre as três principais que, ainda, não baixou o rating da dívida de Portugal e da Irlanda para o nível especulativo (vulgo "lixo"). O que poderá, agora, acontecer com uma descida de dois níveis. Se isso se concretizar, a notação de Portugal ficará "alinhada" com a da Moody's - descerá de BBB- para BB.

Se houver um corte na notação dos seis membros da zona euro com triplo A, e uma descida ainda mais acentuada no caso de França, o Fundo Europeu de Estabilização Financeira ficará em cheque. Ou seja, o principal instrumento de intervenção europeu nas crises de dívida soberana fica afetado.

Stresse sistémico


A agência considera que o "stresse sistémico" aumentou nas últimas semanas, o que ameaça a avaliação de toda a zona euro, e não só de alguns dos seus membros.

A S&P fala de cinco factores "interligados" que marcam a atual situação de crédito de toda a zona euro, incluindo o núcleo duro e o próprio eixo franco-alemão:

-  condições de crédito mais apertadas;

- prémios de risco elevados num número crescente de países, incluindo alguns com notação de triplo A;

- desentendimentos entre os decisores políticos sobre o curto e o longo prazo;

- níveis muito elevados de endividamento quer dos governos como das famílias;

- risco crescente de recessão em toda a zona (a S&P atribui-lhe, agora, 40% de probabilidade), e não só em Portugal, Grécia e Espanha.

 

 

 

Comentários 24 Comentar
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Era então endógeno !!!

E Sócrates o problema !! E vão 15 !!!

O que os Mercados se aperceberam foi de que a Merkel fez mal a reciclagem para a economia de mercado.

É normal, são reminiscências da dita planificada !!
E o Relvas que ainda não telefonou Ver comentário
Re: E o Relvas que ainda não telefonou Ver comentário
O que o Sócrates fez!...
.
E que tal
Classificarem os políticos que gerem esses países!
E de quem é a culpa digam lá...................
É DO SÓCRATES!!!!!

Enquanto Sócrates vai destruído o mundo, o Alforreca Fascista só diz "verdades", como estas:

http://youtu.be/gNu5BBAdQ...
Re: E de quem é a culpa digam lá.................. Ver comentário
Standard Poors coloca 15 Países zona euro negativa
Pergunto uma vez mais a essas laranjas podres que continuam com a laranjada azeda e cada vez com mais diarreia se afinal as culpas eram de Sócrates. Se assim é porque não resolveram ainda o problema como prometiam. Porque aumentaram agora os serviços de saúde para o dobro e porque aumentaram os impostos e cortaram o 13º. e 14º. mês que prometeram que nunca fariam.

http://www.youtube.com/wa...
Sócrates:bancarrota:fugiu do País Ver comentário
Re: Standard Poors coloca 15 Países zona euro nega Ver comentário
Re: Standard Poors coloca 15 Países zona euro nega Ver comentário
Offshores de Sócrates:90milhões Ver comentário
Re: Offshores de Sócrates:90milhões Ver comentário
CONSEQUÊNCIAS da incompetência politica
do eixo franco-alemão e da sua incapacidade de esvaziarem a força da Standard and Poor´s e companhia-
É a inabilidade da senhora Merckel, uma das razões porque se suspeita que o sistema capitalista, vai entrar em profunda, longa e dramática crise, escancarando as portas ao pos-capitalismo ou à guerra, o que é bem pior-
Abaixo do lixo...
só mesmo o excremento...depois disso já é compostagem...
Coincidências?
É curioso que desde quinta-feira passada que os mercados estavam a revelar confiança, houve depois o acordo entre a alemanha e a frança e logo a seguir vem uma agência de rating botar abaixo. Se isto não é uma verdadeira guerra económica entre o USD e o EUR eu vou ali e já venho.
Re: Coincidências? Ver comentário
PAPEL POLÍTICO
A RIQUEZA que existe agora é a MESMA que existia antes da crise. Mesmo com a recessão, a UE no seu conjunto é o 2º Maior Exportador Mundial, e só agora foi de pouco ultrapassada pela China!!

A CRISE deriva em grande parte dos CONTRATOS dos empréstimos, sujeitos a transacções e juros variáveis, e da CONTABILIDADE quer dos Bancos, quer dos Estados.

Se olharmos para as Dívidas dos Estados, veremos que grande parte do dinheiro NÃO FOI GASTO: resulta apenas das acumulações de juros e de empréstimos.

O que NA REALIDADE SE PASSOU, foi que os Bancos, levados pela sua GANÂNCIA como aconteceu com o Subprime nos EUA, não contentes em investir o seu dinheiro e o dos seus clientes, investiram também dinheiro que NÃO EXISTIA, a não ser sob a forma de GARANTIAS dadas por outros Bancos ou pelos Estados, com base na CONTABILIDADE FALSA dos seus activos ou expectativas de retorno de investimentos.

E os ESTADOS, geridos por gente comprometida com os sectores financeiros, em vez de salvaguardarem o BEM PÚBLICO, acabaram por correr riscos injustificáveis IGUALMENTE com base NA CONTABILIZAÇÃO FALSA das suas expectativas de receitas, e PERMITIRAM A ACTUAÇÃO DOS BANCOS.

A SAÍDA DA CRISE NÃO PASSA PELA PRIVATIZAÇÃO DOS ESTADOS PARA PAGAR AS DÍVIDAS, MAS SIM PELA NACIONALIZAÇÃO DOS BANCOS E A ANULAÇÃO DAS DÍVIDAS!!!

PORQUE A ALTERNATIVA É OS BANCOS E OS ESTADOS FALIREM!!!
E NO CASO PORTUGUÊS...
NÓS TEMOS É DE DECLARAR INCUMPRIMENTO E SAIR IMEDIATAMENTE DA UE E O EURO, ANTES DE FICARMOS COLONIZADOS E REDUZIDOS À CONDIÇÃO DE "MÃO-DE-OBRA CHINESA" DA SRA. MERKEL, COM IMPOSTOS, HORÁRIOS E SALÁRIOS DECIDIDOS EM BERLIM!!!!
Olha os Socretinos todos satisfeitos!!!
A devoção ao defunto continua!
Notícias de jornal... em 2012!!!....
...num qualquer dia de abril... maio, ou junho de 2012:

- Primeiro Ministro de Portugal apresenta demissão, por considerar que não tem condições para pedir mais sacrifícios aos portugueses(...)
- Grécia, pode caminhar para uma guerra cívil(...)
- Na Itália, revolta popular leva dezenas de pessoas ao hospital(...)
- Contestação a Frau Merkel, aumenta dia após dia(...)
- Na Espanha já se fala de um eminente resgate financeiro(...)
- Afinal, "a montanha paríu um rato..." a queda da produção na indústria brasileira, e, a baixa brusca nas exportações e com a previsão de um crescimento de 1,4% do PIB para 2012... o Brasil, pode entrar em recessão já em 2013(...)
- Japão, não consegue recuperar após aprofundamento da crise, derivado ao tsunami de 2010(...)
- Obama, tece duras críticas ao presidente chinês, pela constante desvalorização da moeda deste país(...)
Re: Notícias de jornal... em 2012!!!.... Ver comentário
Vamos lá a comprar dolares americanos ...
... depressa, depressinha, que a rotativa já está quente para fabricar mais!!!
Re: Standard & Poor's coloca 15 países da zona
A U.E. pode tomar as medidas que quiser que nada resultará, o que os especuladores, agências de rating e quem está por detrás deles querem é por a U.E.de joelhos por isso só há 2 medidas a tomar, 1º Expulsar as agências do espaço da U.E. fechando-lhes os escritórios e proibindo-os de avaliarem os Países da U.E., 2º Criar urgentemente uma Agência de rating Europeia e também procurar com a maior brevidade um líder forte que tenha realmente plenos poderes e que não deixe que haja tentativas de protagonismo de alguns Países como acontece actualmente com a França e a Alemanha, pondo o BCE a funcionar de forma eficaz e isento de intromissões constantes de alguns Países, Todos os Países que constituem a U.E. devem ser solidários entre si, a Alemanha já se esqueceu que durante a integração da RDA na RFA contou com a ajuda e solidariedade dos outros Países da U.E. então agora chegou a hora de também serem solidários.
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