17 de abril de 2014 às 12:51
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Sonhos (descapotáveis) de Verão

Conduzir com o céu como capota é um dos prazeres da vida. Conheça as novas tendências dos automóveis descapotáveis. Clique para visitar o canal Life & Style.

Rui Pelejão*

Os descapotáveis sempre exerceram um certo fascínio sobre os amantes de automóveis. No início da história do automóvel, quase todos eram assim ou, melhor, sucedâneos das carruagens do século XIX. Mais tarde, na belle époque, começaram a ser vistos dos dois lados do Atlântico como objectos de status, e os construtores faziam gáudio das suas criações, muitas delas extravagantes. Esta tendência prolongou-se mesmo depois do período do pós-guerra, em que eram vistos como uma afirmação de estilo de vida e até como um objecto exibicionista.

Hollywood contribuiu para esta aura com Humphrey Bogart, Clark Gable e Gary Cooper a cruzarem as avenidas ao volante dos magníficos Jaguar XK, Duesenberg, Bentley ou Bugatti. Porém, a mitologia dos descapotáveis também tem capítulos terríveis, como o acidente que vitimou a dançarina Isadora Duncan na Riviera francesa, na década de 20. Ela seguia a bordo de um Amilcar tripulado pelo seu jovem amante, quando a sua écharpe se enrolou na roda do carro, provocando-lhe a morte por estrangulamento. Depois, em 1955, um outro rebelde do star system perdia a vida ao volante do "The Little Bastard", alcunha que James Dean deu ao seu raro Porsche Spyder. Mas estes episódios não travaram a popularidade dos descapotáveis, que se democratizaram nos anos 60, com as grandes banheiras americanas como o Cadillac Eldorado ou os pequenos roadsters (de dois lugares) como Lotus, MG, Austin e os Alfas.

Hoje, quase todas as marcas têm descapotáveis, com motores diesel económicos ou de alta cilindrada. Alguns oferecem engenhocas para melhor isolar o habitáculo e aquecer os ocupantes, como o sistema Airscarf da Mercedes - uma espécie de cachecol de ar aquecido. Aqui ficam alguns dos que vão embelezar as estradas da nossa orla costeira. Porque conduzir com o céu como capota é um dos prazeres possíveis da vida.

Publicado na Revista Única do Expresso de 24 de Abril de 2010

* Volante

Comentários 3 Comentar
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Não são boas compras.
São mais robustos,fiaveis,e economicamente + baratos de manter descapotaveis ou não, carros considerados antigos ou classicos , a estes novos carregadinhos de electronica e mecanicas maricas, alem de serem caros na compra são caros na manutenção.
Lamentavel
Só é pena que a partir da foto 4 nenhuma marca coincida com o carro mostrado.
Meter a capota
Eu cá, pelo sim pelo não, coloco sempre a capota! Isto nos dias que correm é o mais aconselhado que nunca se sabe se não há uma borrasca ao virar da esquina! Aliás, não vá o diabo tecâ-las e trago sempre uma capota no bolso. Uso muito capotas da Durex, cujo cheiro ainda é dos que menos me desagrada...
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