Eram quase duas da manhã quando Manuela Ferreira Leite deixou o bar do hotel onde está instalada a sua comitiva de campanha no Porto. Tema de conversa: as sondagens que hoje estampam nos jornais más notícias para o PSD (a da Marketest dá quase nove pontos de vantagem ao PS). Estranheza no ar: porque estaria o staff de Manuela bem disposto?
Alexandre Relvas desdramatiza: "Com tantos indecisos, a verdade é que continua tudo em aberto". A campanha, acredita o presidente do Instituto Sá Carneiro que foi apoiar a líder numa festa com jovens em Vila da Feira, não permite conclusões precipitadas. Ferreira Leite prepara-se para os dois cenários e mantém a convicção de que "ainda é possível ganhar".
A aposta para os dois últimos dias de campanha é dramatizar o voto útil e não baixar os braços no que toca "ao desgaste de José Sócrates". "Os portugueses estão cansados de propaganda e mentiras", afirmou Relvas na festa com a JSD. "Se o PS ganhar teremos um Governo em declínio, refém do BE e que não durará mais de dois anos". A dois dias do fim, é um clássico: as campanhas viram dramas.