22 de maio de 2013 às 15:37
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Sonangol tenta controlo da Galp

Além da participação indirecta que a Sonangol detém na Galp, através da holding Amorim Energia, os angolanos querem agora comprar metade da posição da ENI.
J. F. Palma-Ferreira (www.expresso.pt)

As equipas técnicas do regulador português do mercado de capitais - a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) - seguem atentamente a situação acionista na Galp. Os angolanos da Sonangol querem comprar metade da participação detida pelos italianos da ENI (33,34% da Galp).

Vários sites angolanos estão a noticiar que a petrolífera estatal angolana Sonangol quer a maioria do capital da Galp.

Num momento em que os italianos da ENI deixam claro que estão mesmo vendedores da sua participação na Galp, há indicações que a petrolífera estatal angolana pode estar a negociar a compra de aproximadamente 16% do capital da Galp à ENI.

O empresário Américo Amorim, que controla 55% da holding Amorim Energia, por forlça dos acordos legais vigentes, tem direito a comprar 5% do capital da Galp à ENI e ainda reserva a possibilidade de comprar mais 5% por direito de preferência.

A Sonangol, juntamente com a filha do presidente angolano, Isabel dos Santos, controla 45% da holding Amorim Energia, e poderá agora concretizar uma pretensão que tem vindo a solicitar às autoridades portuguesas há mais de um ano e que é a compra de uma participação directa na Galp, livre dos acordos com Américo Amorim.

O mandato da administração executiva e do Chairman da Galp já terminou há mais de um ano e entretanto não voltou a ser feita qualquer nomeação dos responsáveis executivos da empresa. Há vários meses chegou a ser referido o nome de Diogo Freitas do Amaral para substituir Francisco Murteira Nabo como Chairman da Galp, mas esta proposta perdeu a oportunidade temporal para ser concretizada como nomeação formal.

O presidente executivo da Galp, Manuel Ferreira de Oliveira, que tem sido questionado pela Sonangol (alegando que pretendem um gestor com outro perfil), terminou o seu mandato há mais de um ano e mesmo assim efectuou a apresentação da estratégia de investimento da Galp, em Londres, perante os principais analistas internacionais.

O Expresso questionou Manuel Ferreira de Oliveira em Londres sobre a forma como encarava a eventualidade de gerir a Galp com uma participação acionista angolana dominante ao que o presidente executivo da Galp respondeu: "não são os gestores que escolhem os acionistas".

No processo de negociação da venda da participação da ENI, a Caixa Geral de Depósitos (CGD) como acionista da Galp (tem 1% da Galp, mas também representa o Estado português na petrolífera), tem um papel decisivo, podendo assumir uma posição determinante.

No Governo, o dossiê da Galp tem sido acompanhado pele equipa do ministro das Finanças, Vitor Gaspar.

Comentários 11 Comentar
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ÚLTIMA HORA ... PORTUGAL PODE DEIXAR DE ...
Se chamar Portugal ...

E passar a chamar-se ...

        PORTU(GANG)OLA ...
Re: ÚLTIMA HORA ... PORTUGAL PODE DEIXAR DE ... Ver comentário
Sonangol
Isto é a filha e o ditador pai eduardo dos santos o socialista?
Mais uma vez o socialismo foi parar à gaveta e o povo que se dane.
Re: Sonangol Ver comentário
Re: Sonangol Ver comentário
Compram, mas com dinheiro nosso! Sabiam?
Num mundo global, em que a as finanças se sobrepõem à economia e ás pessoas, em que a política é um instrumento para ganhar mais (dinheiro, poder e dinheiro, influência e dinheiro, etc) estas "ofertas" de compra são banais!
Então os Italianos já compraram e Angola não pode comprar? Eu prefiro Angola, se pagar bem!
O problema não é esse, mas sim o curioso facto de que o Estado Angolano continuar devedor a Portugal de empréstimo chorudo e, em vez de nos pagar agora o que deve e que falta faz, usa esse dinheiro para investir e comprar acções em empresas importantes para Portugal.
Isso é que é o mais curioso!
Compra as nossas empresas com o nosso dinheiro!!!!
E PPP e companhia, à semelhança do "Filósofo" e seus vampiros, que por cá andaram antes, nada faz, antes pelo contrário, entra no jogo!
"Vai que ainda ganho mais algum", continua a ser o lema na governação deste país!
E calem-se os mais à esquerda, que de 25% aumento de deputados não abdicaram!
Continuamos a saque!
Cpts
Viva Angola a dar trabalho aos portugueses
Angola é um país que tem muito a dar devido às suas potencialidades é muito bom que tenhamos muitos negócios com eles
A Galp na prática já é uma empresa estrangeira
Aqui basta fazer o que os angolanos fazem às empresas portuguesas em Angola , que obrigam a haver uma sociedade na mesma proporção com uma empresa ou nova entidade angolana.

Quanto ao reflexo disto para os portugueses , os portugueses já não têm vantagem nenhuma actualmente , já que a Galp tem os preços altos como todas as outras companhias , na prática é como já seja uma empresa estrangeira , porque não dá tratamento diferencial aos portugueses , assim sendo nesta situação não faz diferença nenhuma ser portuguesa ou estrangeira.
"A VERDADE"
É que tanto nos fáz ser roubado por um indivíduo de pele clara como por um de pele escura ou amarela...é que somos roubados na mesma.
Por isso que se safem que nós já estamos por tudo.
kácus
Antes a Sonangol do que a ENI
Eu estou de acordo com o comentário ali detras. O que importa quem compra? É preferivel os angolanos, e por muito que falem a verdade é que os papeis se começam a inverter porque agora quem dá emprego aos portugueses são os angolanos, quantas pessoas conhecem que estão lá a trabalhar, eu pelo menos 5. O importante é que a Galp continue a ser uma das maiores empresas portuguesas.
Dupla perfeita
Estamos perante a dupla perfeita. O pai rouba e a filha lava, investido o produto em negócios respeitáveis.
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