O ministro das Obras Públicas, Mário Lino, afirmou hoje, em Paredes, que a solução adoptada para o terminal de contentores de Alcântara era a que melhor defendia o interesse público.
"O meu objectivo era escolher a solução que melhor defendesse o interesse público. Foi isso que, convictamente, fiz", disse Mário Lino aos jornalistas à entrada para o Fórum Novas Fronteiras, em Paredes.
Mário Lino reagiu assim à notícia do Correio da Manhã, segundo a qual, na sequência de uma auditoria do Tribunal de Contas, o Ministério Público irá investigar a prorrogação do contrato de exploração do terminal de contentores de Alcântara concedida à Liscont por mais 27 anos.
"Estou perfeitamente tranquilo", afirmou o ministro, revelando que ainda não recebeu o relatório final da auditoria do Tribunal de Contas.
De acordo com o Correio da Manhã já em Outubro de 2008, num relatório preliminar, o Tribunal de Contas dizia que o interesse do estado não foi salvaguardado neste processo devido à falta de concurso público.
Mário Lino lembrou que antes de decidir, o Governo estudou três alternativas.
"Tínhamos três opções:rescindíamos o contrato em execução, indemnizando o concessionário e abrindo um novo concurso, ou atrasávamos o processo, esperando pelo fim da concessão, mas assim haveria uma perda de competitividade do Porto de Lisboa. Ou então fazíamos uma negociação com vista ao prolongamento do contrato. Na comparação das três soluções esta foi inequivocamente a que melhor defendia o interesse público", explicou.
O ministro sustentou ainda que esta foi a solução mais adequada para responder à crise. "A minha preocupação é responder à crise e fazer o pais avançar e modernizar-se", concluiu.