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Solidariedade, dizem eles

Governo pede a solidariedade dos funcionários públicos. E irá pedir aos restantes trabalhadores. De fora deste apelo continuam, claro, os de sempre.

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Desde 2000, os funcionários públicos perderam 6% do seu poder de compra. Em dois anos, o Governo reduziu em mais de 11% as despesas com pessoal. Boa notícia? Nem por isso. Porque foi exactamente nessa percentagem que aumentaram as despesas com a aquisição de serviços a privados, muitas vezes em negócios difíceis de explicar e sempre com os mesmos nomes a eles ligados.

Ou seja, o que retirou em salários foi para outros lados. E de alguns, como as assessorias externas, vamos tendo notícias. Basta dizer que o maior empregador de juristas do país gasta fortunas com pareceres externos. Nas parcerias público-privadas continua-se a perder rios de dinheiro, como já avisou o Tribunal de Contas. Bem sei que não se fazem amigos a cortar nestes negócios. Mas os cortes poderiam começar por o desperdício e duplicação de funções.

Pediu o secretário de Estado da Administração Pública que os trabalhadores da função pública fossem solidários com um país em dificuldades. Passemos então das despesas para as receitas para ver de onde não tem vindo solidariedade alguma. O Governo continua a recusar-se a exigir aos bancos que paguem ao fisco o mesmo que o resto das empresas. Apesar dos seus lucros no último ano não se terem ressentido com a crise. Ao contrário do que acontece na maioria dos países europeus, as mais valias bolsistas conseguidas depois de um ano continuam a não pagar coisa nenhuma.

Nos últimos cinco anos, o Governo entreteve-se a fazer dos trabalhadores do Estado o bode expiatório de todos os seus problemas. Apostou na estratégia de virar trabalhadores contra trabalhadores. Novos contra velhos, precários contra seguros, privados contra públicos. E foi muitas vezes bem sucedido. Agora, pede de novo sacrifícios àqueles que tem tratado como lixo. Depois de ter mostrado que gere os ordenados dos funcionários públicos ao sabor dos calendários eleitorais (perde-se poder de compra todos os anos, compensa-se qualquer coisa em campanha eleitoral), não é fácil que os funcionários sejam sensíveis a falas mansas. Como se viu ontem, não o são.

Depois de pedir qualquer coisa a quem nem sequer cheirou esta crise, de ser mais comedido nas despesas com o pessoal político que enfia no Estado e de parar de distribuir o dinheiro público por amigos, seguramente os trabalhadores serão sensíveis a apelos de solidariedade. O que começa a ser cansativo é ver que são eles que realmente fazem alguma coisa no Estado, que pagam os impostos e que recebem a factura da crise sempre que ela volta. E é bom não esquecer que os aumentos no Estado são o padrão para os aumentos no privado. Sim, é preciso solidariedade. Mas seria bom que por uma vez ela fosse realmente partilhada.


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Caro Daniel Oliveira,
Leio frequentemente as suas crónicas com interesse mas tenho vindo cada vez menos a concordar consigo. E note que não sou de esquerda nem de diretia, bem antes pelo contrário. Também não sou filiado em nenhum partido.

Sugiro-lhe que investigue o seguinte:

1 - Remuneração média do FP relativamente ao do privado.
2 - Reforma média do FP relativamente ao do privado.

Coloco-lhe as seguintes questões para as quais agradecia resposta:

1 - Considera justo que uns tenham direito a ADSEs e outros sub-sistemas de saúde e outros não ?

2 - Considera justo que uns tenham emprego garantido e outros não ?

Agradeço antecipadamente as suas respostas.

Re: Caro Daniel Oliveira,
Re: Caro Daniel Oliveira,
Imagine a seguinte situação
Re: Imagine a seguinte situação (real)
Re: Caro Daniel Oliveira,
Re: Caro Daniel Oliveira,
Re: Caro Daniel Oliveira,
Re: Caro Daniel Oliveira,
Re: Caro Daniel Oliveira,
Re: Caro Daniel Oliveira,
Re: Caro Daniel Oliveira,
Re: Caro Daniel Oliveira,
Re: Caro Daniel Oliveira,
Escreve muito mas não diz nada....
..... que se aproveite.

Daniel de Oliveira continua na sua senda demagógica, dizendo mal de tudo, mesmo tudo, não apontando uma ideia credível e com efeito positivo em todas as "maleitas" que evidencia.

Como bom "comuniistóide" a culpa de tudo é do patronato reacionário e de um Governo que está ao seu lado.

Os Funcionários Públicos são umas vítimas, gente desprezada, com vencimentos de miséria, sem segurança no emprego, sem reformas certas nem assistência na doença.

Aliás, dos cerca de 600 000 desempregados do País, mais de 450 000 vieram da Função Pública.

Sr. Daniel de Oliveira, deixe de ser imbecil, é legítimo que todos nós (os que pagamos impostos) exijam a solidariedade dos Funcionários Públicos.......
Solidariedade, dizem eles
A mim pessoalmente não me surpreende o radicalismo do PC nem a demagogia do BE, mas o que me admira mesmo é a irresponsabilidade do PSD e do CDS. Já sabemos que o PC e o BE, nem se sentiam bem no governo porque eles foram feitos para andar nas ruas a berrar, pedindo tudo mesmo que saibam que ninguém lho pode dar. São cartas que vêm no baralho, mas são poucos os jogos que as útilizam. Ficam assim de lado, mas terminado o jogo voltam novamente a ser incluidas ao guardar o baralho. Fazem lembrar aquela mãe que ao ver o filho a chorar e não tendo que lhe dar de comer cortou os pulsos, mas que de pouco adiantou porque acabarm por morrer os dois. Ninguém pode dar o que não tem e protestar e fazer greves tem o mesmo efeito que cortar o pulso. De estranhar é a atitude do PSD e do CDS, que já deviam ter avançado em conjunto com o PS com propostas apesar de impopulares, mas que todos sabemos são necessárias e vão ser impostas, por mais sangue, suor e lágrimas que provoquem. A solução não passa por uma só medida, mas cortar em altos salários e reformas apesar de demagógico como alguns consideram, seria um sinal de apaziguamento. É verdade que não é de admirar a revolta dos que menos contribuiram para a situação são sempre os mesmos a pagar. Sempre ouvi dizer que quem come o que não tem a pedir vem. Era mais que certo que um dia o merceeiro vinha bater à porta para cobrar a dívida.
Re: Solidariedade, dizem eles
Re: Solidariedade, dizem eles
Re: Solidariedade, dizem eles
PAGAR O DESCALABRO GOVERNATIVO
É natural que sejam os FP a ter que assumir a maior parte da factura… é do conhecimento geral que o FP esta em muito sobredimensionada, que prima pela ineficiência, que está muito longe de corresponder ás expectativas do comum cidadão, que usa e abusa da burocracia, que não vive neste mundo em que tudo o que se tem custa trabalho e dinheiro, que alberga muitíssimos boys e girls…
A mim sempre me fez confusão o número total de afiliados do PSD e PS… quase 1.000.000 de afiliados… talvez seja a principal razão para termos tantos funcionários públicos.
Portugal tem que mudar. Mudar significar alterar e acabar. Alterar a forma de funcionamento de muito coisa especialmente do sorvedor Estado que consome muitíssimo mais do que produz o que impõe que se acabe com muitos dos serviços, departamentos, secções e institutos que só servem par albergar incompetentes e inúteis muitos filhos de gente ligada directa ou indirectamente á politica.
Segundo dados do EUROSTAT e tendo por exemplo países com uma população igual ou ligeiramente superior á portuguesa a nossa função publica devia não ter mais do que 400.000 funcionários… temos só o dobro.
A conta do descalabro em que o país esta mergulhado deve ser paga pelos que mais contribuíram para o estado de morte lenta a que chegamos…
Re: PAGAR O DESCALABRO GOVERNATIVO
O problema
O principal problema que vejo aqui é a falta de discussão com senso. Porque é que se gasta tanto em serviços externos ao mesmo tempo que se desactivaram os serviços de estado que poderiam fornecer? A razão mais simples é o velho chavão de que o estado gasta de mais e os privados fazem melhor (por causa da concorrência) por menos... e depois vê-se, gasta-se o mesmo ou mais. Como é óbvio, os privados estão atrás do lucro e se conseguem poupanças tentam guardá-las para si. E é também um cliente demasiado importante e volumoso para aceitar qualquer fornecedor... o que restringe a concorrência. Uma razão mais complexa é que a passagem para o privado desses serviços permite prescindir deles caso a caso, flexibilizando a gestão orçamental sem estar dependente de compromissos a longo prazo. O custo do privado também reflecte o prémio de risco desta possibilidade, que sendo usada permite cortar rapidamente na despesa pública. É contra esta flexibilidade que os funcionários públicos concorrem, e se intransigentes nos seus ganhos passados, só reforçam aqueles que que se querem ver "livres" deles. Maus acordos salariais pagam-se nas empresas privadas com falências mas esse é um luxo vedado ao estado. A "solidariedade" aqui é uma fórmula salva-face de mostrar que o funcionalismo público funciona. Se o estado sobreviver e a economia privada melhorar, o primeiro reporá o poder de compra do FP quando sentir que perde gente para o privado. No entretanto, ele tem o emprego garantido.
Daniel Oliveira
Desde 2000 os trabalhadores perderam 6% do poder de compra, em dois anos reduziu 11% com despesas de pessoal.(somente com os trabalhadores de pau).
Aquisição de serviços a empresas privadas?
Então como é que pensava que o sr sócrates arranjava dinheiro para os seus amigos, que o diga o sr da PT.
Programa comum de esquerda...
Constituam um programa comum de esquerda, se verdadeiramente querem alterar a
crise moral grave do País. O problema de mudar está na ordem do dia da vida
da nação. Hoje milhões de homens e mulheres dizem: "isto não pode continuar
assim". As causas desse descontentamento são simples: o regime agrava
constantemente as dificuldades da vida de todas as camadas da população
trabalhadora. Por isso, todos se interrogam agora com inquietação, e mesmo
com ansiedade, sobre a situação, sobre o futuro. A instabilidade domina.
Domina a insegurança. Milhões de familias, vivem mal, por vezes na miséria.
Dia após dia, multiplicam-se os problemas que têm por diante,
transformando-se em preocupações angustiantes e até em verdadeiros dramas.
Os salários são insuficientes, os preços sobem a uma velocidade nunca vista,
os impostos não param de aumentar e esmagam os pequenos orçamentos. Assim ,
para o dia a dia, as familias de trabalhadores são obrigadas a sacrificios
permanentes, as privações de toda a ordem, inclusive nos aspectos mais
vitais. (continua)...
Programa comum de esquerda (continuação)
Poupa-se na comida. E, por isso, nas casas dos trabalhadores,
consome-se menos carne, menos legumes frescos, menos frutos frescos. Poupa-se
nas férias. E para mais há o receio sempre crescente de que a doença atinja
quem trabalha. E que dizer das centenas de milhares de pessoas idosas, que
vivem numa penúria dramática? Os que, com muitos anos de trabalho,
contribuiram para fazer a riqueza do país, recebem do Estado, , ao fim da
vida, uma verdadeira esmola. E há ainda o problema da educação dos filhos.
Há o aumento do desemprego. Depois, o que fica, para viver, para olhar pelos
filhos, como se desejaria, para a cultura, para o amor? A solução, não passa
por criticar sem apresentar um programa comum de esquerda, onde os problemas
levantados pelo desenvolvimento e as necessidades que esse desenvolvimento faz
surgir exigem uma transformação profunda das estruturas económicas do país.
A união é, na verdade, um meio essencial para o êxito do combate contra a politica tecnocrata neo liberal comandada por Cavaco Silva, Socrates, Paulo Portas e seja quem liderar o PSD...(Rangel, A.Branco ou P.Coelho). Quanto a Socrates, deve tirar o socialismo da gaveta ou então dar o lugar a uma verdadeiro socialista...
A comunagem
«Nos últimos cinco anos, o governo entreteve-se a fazer dos trabalhadores do Estado o bode expiatório de todos os seus problemas. Apostou na estratégia de virar trabalhadores contra trabalhadores. Novos contra velhos, precários contra seguros, privados contra públicos. E foi muitas vezes bem sucedido. Agora, pede de novo sacrifícios àqueles que tem tratado como lixo. Depois de ter mostrado que gere os ordenados dos funcionários públicos ao sabor dos calendários eleitorais (perde-se poder de compra todos os anos, compensa-se qualquer coisa em campanha eleitoral), não é fácil que os funcionários sejam sensíveis a falas mansas. Como se viu ontem, não o são.»

Maior demagogia do que esta? Enquanto os sindicatos estiverem controlados pela comunagem será sempre «Como se viu ontem». Recordo que quando se pensava na obrigatoriedade de os partidos justificarem o número de militantes o PCP em 24 horas colocou 40.000 "excursionistas" nas ruas.

Tendo razão sobre a distribuição dos sacrifícios, perde-a quando generaliza e, ao que parece, defende que se aumente a despesa quando, afinal, toda a oposição reclama - e bem - que a mesma seja menor. O mal, para além de fundações, comissões e associações, é o elevado número de funcionários públicos - os grevistas militantes - que são 700.000. Apesar de tudo o custo de vida não tem aumentado como defende (recorde-se que no ano passado a inflação foi negativa) e que os funcionários públicos no contexto dos trabalhadores são os que estão melho
Tem lógica...
Apesar de um tom que se nota claramente de esquerda progressista e da sua típica demagogia - e que não corresponde à minha filiação política - há que reconhecer a acutilância e oportunidade do comentário de Daniel Oliveira.

É uma realidade factual: este Governo só é forte perante os fracos, sendo cobarde com os mais poderosos...
Reformar estes Sindicatos
A crise,sempre a crise, é paga pelos trabalhadores.
Seria interessante discutir se os Sindicatos-tal qual eles actuam em Portugal-estão á altura dos problemas do mundo do trabalho,hoje, e se tem encontrado os melhores caminhos para a sua actividade.
Há muito folclore na intervenção sindical,muitos dirigentes a precisar de reforma e ultrapassados quanto aquilo que se poderia considerar NOVAS FORMAS DE LUTA.
A burocracia,o dirigismo,o doutorismo,e outras facetas tem liquidado a nobre história do sindicalismo.
Seria muito urgente que se fizesse uma profunda reflexão,um encontro de Sindicalistas ,para fazer um ponto de situação.
Onde estamos e para onde queremos ir.Porque se a luta é inconsequente,tem que se tirar as necessárias lições.
Afinal quem é que votou PS?
Há uma contradição de fundo na opinião de Daniel Oliveira.
Existe uma larga maioria de trabalhadores, explorado pelo Estado e pelos bancos, que pagam todas as crises. Só funcionários públicos são 700000. Pelo texto depreende-se que todos os restantes têm também razão de queixa (a não tributação de mais-valias é de facto um bom exemplo).
No entanto o PS ganhou as eleições. Tenho para mim que tal não seria possível se toda esta gente tivesse votado nos partidos da oposição. Como os banqueiros e empresários são concerteza uma minoria, e partindo do principio que as eleições foram livres e justas, só vejo uma hipótese. Por muitas queixas que os portugueses possam ter, no momento de votar, o respeitinho é muito bonito.
Mais uma vez! Qual foi o Primeiro-Ministro que em Portugal perdeu eleições (o Santana Lopes não vale pois quando tomou posse estava já antecipadamente demitido!)?
Não há diferenças substanciais entre a cultura democrática do Portugal do Magalhães e o do Portugal da Morgadinha dos Canaviais!
Re: mais-valias é de facto um bom exemplo
Oi! Deixe-se de a prioris
Não é honesto dizer que a massa salarial da função pública foi reduzida numa percentagem igual à do aumento das despesas com pareceres externos, para dar a entender que os dois montantes são equiparáveis. Você sabe perfeitamente que é um truque sujo.
A realidade é esta: o peso da massa salarial da FP era em 2005 cerca de 14% do PIB. Hoje é de 12% (dizem!). A média europeia é inferior, da ordem dos 10%.
O salário médio dos funcionários públicos é superior ao salário médio nacional. Os FP trabalham menos, têm mais regalias, uma reforma melhor e um sistema de saúde melhor que os seus contrapartes privados.
Entretanto a classe média paga uma taxa de imposto (IRS) altíssima. A taxa marginal é inferior à de muitos países europeus, mas o nível a que incide leva a que qualquer casal da classe média que ganhe mais de 60.000 € por ano (os dois) pague já pela tabela máxima.
Não podendo os Estado aumentar muito mais os impostos, o que pode fazer? Cortar nos «pareceres»? Concerteza, isso é higiene pública. Aumentar o imposto sobre tabaco, álcool e combustíveis? Pois lá terá de ser. Subir o IVA para 21%? Parece inevitável. Chega? Não chega. Então, tem de cortar na despesa séria, certo? E qual é? Pois, meu caro, é a função pública. Ou se reduz a sério e se paga melhor a gente mais qualificada, ou se mantém o regime de nepotismo e se paga pior. Qual é que prefere?
um palerma
este palerma viva de expediente foleiro ...
o aborto parasita do lumiar
o pa explica aqui quais são os teus sacrificios depois de teres 25 anos hoje tens 40 E NUNCA FIZES-TE NADA DE NADA PELO TEU PAÍS dssssssssss
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Edição Diária 17.Abr.2014

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