O primeiro-ministro,
José Sócrates
, congratulou-se hoje com o desempenho da economia portuguesa, que subiu 1,7% no primeiro trimestre em relação ao período homólogo de 2009 e 1% em relação ao trimestre anterior.
"Portugal registou o maior crescimento económico da Europa no primeiro trimestre deste ano", disse José Sócrates, salientando que a "economia recuperou e está a recuperar".
"Portugal foi o primeiro país a sair da condição de recessão técnica e o que melhor resistiu à crise", frisou o primeiro ministro, acrescentando que, no pico da crise, em 2009, a economia portuguesa decresceu 2,7% comparativamente com os 4% que se registaram noutros países europeus.
José Sócrates falava durante uma visita à nova fábrica de papel da Portucel, em Setúbal, onde salientou a importância daquele grupo económico e do setor exportador para a economia portuguesa.
Empresas exportadoras são motor da recuperação
"Os heróis da recuperação [económica] são fundamentalmente as empresas do setor exportador e foi por isso que, hoje, viemos a esta fábrica", justificou o primeiro ministro.
Sócrates apontou a Portucel como "um grupo que orgulha pela dimensão que tem e pelo prestígio internacional e que é líder a nível europeu" e considerou que são marcas como estas "que contribuem para o reforço da economia portuguesa".
Antes da intervenção do primeiro ministro, o presidente do conselho de administração da Portucel, Pedro Queirós Pereira, afirmou que, com a entrada em funcionamento da nova unidade industrial (em novembro de 2009), a empresa aumentou as vendas em 11% e o 'cash flow' operacional em quase 26%.
O grupo Portucel, acrescentou o mesmo responsável, representou 3% das exportações portuguesas em 2009 e poderá chegar aos 4% quando a nova fabrica estiver a funcionar ao pleno.
Face aos bons resultados anunciados por Pedro Queirós Pereira, o primeiro ministro afirmou-se "disponível para avaliar novos projetos de investimento" que a Portucel queira submeter ao Governo.
Questionado pelos jornalistas sobre as propostas do PSD para reduzir os salários dos políticos em 2,9% e sobre as medidas do governo espanhol de cortar os salários dos funcionários públicos em 5%, José Sócrates remeteu qualquer comentário para mais tarde.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico ***
Nota da Direcção do Expresso