O primeiro ministro José Sócrates
disse hoje em Marrocos que a visita que fez ao Magrebe visou dar "um sinal" de que Portugal precisa de quem puxe pelas suas exportações, numa curta declaração sem direito a perguntas dos jornalistas.
A visita de três dias ao Magrebe, disse Sócrates, visa "dar um sinal claro de que o país precisa de quem puxe pelo país, pela internacionalização da sua economia e de quem puxe pelas suas exportações", numa declaração no final do encontro com o primeiro ministro marroquino Abbas El Fassi.
O primeiro ministro português não respondeu depois às perguntas dos jornalistas sobre a proposta do PSD, que quer ouvir José Sócrates na comissão de inquérito à atuação do Governo na compra da TVI, abandonando o palácio do Governo marroquino.
"Especial responsabilidade"
Na declaração, Sócrates fez o balanço da reunião com o homólogo marroquino, referindo que "Portugal tem uma relação política muito especial com todos os países do Magrebe, e em particular com Marrocos".
"Temos uma relação política excelente, sem nenhum problema, mas temos também uma relação económica que dá aos dois países especial responsabilidade", afirmou.
José Sócrates adiantou que a reunião de trabalho com Abbas El Fassi permitiu adiantar a agenda da próxima cimeira Luso-Marroquina, que decorrem em Marrocos em junho.
José Sócrates terminou hoje em Marrocos uma visita ao Norte de África que o levou também, desde domingo, à Líbia, Argélia e Tunísia, numa deslocação que visa reforçar os laços económicos entre Portugal e o Magrebe.