Primeiro-ministro "sempre esteve convencido" de que não seria necessário o aumento de impostos. "Com tudo o que aconteceu nos últimos dias" mudou de ideias. Hoje, José Sócrates explicou aos portugueses porquê. (Veja vídeo SIC no final do texto) Clique para visitar o dossiê Aumento de impostos
Teixeira dos Santos escuta as justificações de José Sócrates no final do Conselho de Ministros de hoje
Francisco Seco/AP
Raras vezes o primeiro-ministro marcou presença na conferência de imprensa que se sucede à reunião semanal do Conselho de Ministros. Na última vez que José Sócrates descera à sala de imprensa instalada no rés-do-chão do edifício da Gomes Teixeira foi para dar uma boa-nova: anunciar a diminuição da taxa do IVA de 21% para 20%. Hoje foi lá fazer o contrário: anunciar o aumento generalizado de impostos, IVA, IRC e IRC.
"Medidas indispensáveis e necessárias para a defesa da credibilidade e confiança da economia portuguesa. Mas também para defenderem o euro e a zona euro". "É nosso dever e responsabilidade fazer este esforço adicional". "Espero que todos compreendam", disse José Sócrates, numa conferência com as perguntas dos jornalistas limitadas aos representantes das três estações de televisão.
Um ano e meio de (maior) austeridade
E foi porque a TVI lhe perguntou, que José Sócrates respondeu à pergunta que todos tinham em mente: quando tempo vão vigorar estas "medidas adicionais"? "Um ano e meio. Até final de 2011", respondeu, por fim, o primeiro-ministro, garantindo que o pacote hoje aprovado em Conselho de Ministros (com o assentimento, acordado hoje de manhã, do principal partido da oposição) foi pensado para "ter o menor efeito recessivo possível" e assegurando que o Executivo não está a pensar "em mais nenhuma medida".
Interrogado depois sobre a evidente mudança de posição por parte do Governo, que até há poucos dias recusava a hipótese de aumentar os impostos, José Sócrates confessou-se obrigado a tanto pelas "condições internacionais": "Sempre estive convencido de vque era possível fazer este ajuste orçamental sem recurso a aumento de impostos", disse.
"Com tudo o que aconteceu nos últimos quinze dias", deixou de ser possível, justificou. "O mundo mudou, e de que forma, nos últimos quinze dias".
O papel do PSD
Por duas vezes, ao longo da meia hora da conferência de imprensa, José Sócrates referiu-se ao papel do PSD na aprovação destas medidas. O primeiro-ministro sublinhou "o esforço de convergência e compromisso por parte do PSD". "É da maior importância para o país", disse, lembrando que o Governo, porque não dispõe de maioria absoluta no Parlamento, "precisa dessa concertação e compromisso".
O primeiro-ministro assumiu depois ter cedido ao PSD na aprovação da medida (que há dias qualificava como "populista", num debate na Assembleia da República) de cortes de 5% nos salários dos políticos e gestores públicos. "É uma medida com efeito simbólico", afirmou, revelando que ele próprio nunca esteve "muito de acordo com as medidas puramente simbólicas. Sou mais pelos resultados". Mas, concluiu José Sócrates, a bem do "espírito de compromisso": "Não seja por isso".
CM84 (seguir utilizador), 3 pontos (Bem Escrito), 23:10 | Quinta feira, 13 de maio de 2010
Será esta a frase que nos irá inquietar nos próximos anos. Isto já sucedeu a vários povos, que decidiram democraticamente a entrega do poder.
As nossas decisões, tomadas com o poder do voto, vão diminuir a qualidade de vida dos nossos descendentes.
Cada um de nós, pondo a mão na consciência, não fica surpreendido com o desfecho da actual situação económica.
As "paixões" partidárias, não nos podem cegar, sobre os dirigentes do momento. Um Partido não é um clube de futebol, onde as consequências serão exclusivas do foro emocional.
Hipotecamos o futuro dos nossos jovens. Que lhes diremos? Que como povo somos uns decisores incompetentes? Que o fizemos de boa-fé?
O PS sairá prejudicado em termos eleitorais? Não sei. Temos memória curta e ninguém gosta de confessar que errou. Há a tendência em repetir os erros, por teimosia e orgulho.
Ou talvez, por sentir-mos que a situação é tão má, que a preferimos ignorar. Basta ler o que optimistas confessos escrevem. Só não sei, se é optimismo, ou cobardia de ver a realidade.
Gostaria de propor uma experiência: que cada um de nós “veja” a situação e “pense” na solução. Posteriormente, compare-a com as posições dos vários Partidos.
Aposto que do nosso íntimo, sairá a criança a gritar: o Rei vai nu
Que tal passarem a actuar a sério nesta área?
Com factura é um preço, sem factura é outro...
Só os tristes que trabalham por conta de outrém é que são fiscalizados e devidamente taxados! Os outros, sempre que podem, nem prestam contas dos rendimentos!
É muito difícil fazer uma lei para que a emissão de facturas seja obrigatória?
Ou não convém?
A única coisa que se alterou nas últimas duas semana não foi na nossa realidade económica e financeira, foi que o PM finalmente caiu na realidade e percebeu a dimensão da situação dramática em que os sucessivos governos de que fez parte colocaram o País.
Foi preciso ir a Bruxelas e também ouvir da eminência parda deste governo, Ricardo Salgado, para perceber o que tantos há muito tempo, muitos lhe vinham sistematicamente dizendo e que teimosamente negava. Mais o facto de o Ministro das Finanças ter ido procurar dinheiro e ninguém lho ter querido emprestar.
Aumentar IVA nos bens essenciais em 20% e os outros em 8% e 5% é mais uma medida sintomática de quem vive totalmente deslocado da situação extremamente difícil que vivem as classes menos privilegiadas da nossa sociedade.
A estória que o colunista liberal escreve sobre o Cão (por um passe de mágica transfigura-se num Coelho) que depois de comprado pelo novo dono deixa de ladrar, é uma curiosa parábola sobre o súbito "mandar às urtigas" dos programas eleitorais com que PS e PSD se apresentaram ao recente simulacro de sufrágio – a entrada do FMI na concertação económica da União Europeia e as imposições (1) a que obriga os directórios nacionais, ultrapassando-os (2) – é um claro sinal que a chamada “democracia” no Ocidente está morta e enterrada no sarcófago do totalitarismo de Bloco Central, um caixão esborratado com os grafittis da liberdade bem à medida do modelo imperial-americano.
Cá está..Passos Coelho nem fica como co-responsavel..
Reparem neste paragrafo (o ultimo do tópico):
...".."É uma medida com efeito simbólico", afirmou, revelando que ele próprio nunca esteve "muito de acordo com as medidas puramente simbólicas. Sou mais pelos resultados". Mas, concluiu José Sócrates, a bem do "espírito de compromisso": "Não seja por isso".."...
Com quem é o compromisso ?...é isto que queremos como PM ???!!! um gajo que faz o que quer e lhe apetece e remata tentando projectar a ideia que toma medidas pra fazer fretes ao PSD ?...
Carissimos!! se aumento à classe politica é simbolico... palavras de um politico que deixe de ser.. 25%- 50% parece-me bem!! Pelos visto o nosso PM também acha que sim então SIGA!
Gostava de saber onde estão aqueles censores do PS travestidos de comentadores que aqui garantiam que Portugal estava bem, as agencias economicas internacionais é que estavam a tentar puxar portugal para baixo, que a economia estava sólida ... etc etc ....
Sim senhora - o país está mesmo bem - e o remédio então ... Ui Ui .... parece ter sido receitado por um curandeiro - aumento dos impostos e manutenção do desperdício - continuem que assim chegamos lá - á bancarrota sem retorno - e já agora distribuam mais uns rendimentos garantidos para ver se ainda melhora ...
A noticia parece saída de um dialogo dos celebres Dupont e Dupont da BD TinTin!
Aliás o mesmo se pode adaptar a Sócrates e Passos.
Um diz, vamos aumentar os impostos e outro repete, digo mais vamos aumentar os impostos.
Se não fosse para chorar eu ate ria!
Então o jovem PM não previu!?
Vou deixar aqui as perguntas que ficaram por fazer:
-Se não previu a evolução ‘quinzenal’ da crise, explique aos Portugueses o porquê de tanto lhe pagarem de vencimento se o sr. só reage contra factos consumados?
-Se acha populismo abater 5% ao ordenado de quem nos deixou chegar a esta situação, não acha também populismo por os FP a pagar a crise?
-Nos tempos que correm e atendendo ao esforço que os desempregados, por exemplo, vão ser obrigados a fazer (não têm trabalho, não tem perspectiva de o ter rapidamente), vendo o seu subsidio ser modificado, não acha que seria popular cancelar ate 2011 o subsidio de habitação que alguns ministros e S. Estado recebem?
-Enquanto decorre esta crise, que medidas está o governo e a oposição a preparar para não sofrermos tanto o efeito da crise e sair dela o mais rápido possível?
- Porque foi o governo a correr lançar uma obra (assinar contratos)que vai beneficiar neste momento cerca de 80mil pessoas e a Mota Engil criando um TGV do Poçeirão até Caia?
Porque a dívida bruta do país (o que o estado e os privados devem ao estrangeiro) em 2008 era de 267% do PIB ( quase o triplo da dívida pública) e a maioria esmagadora dela tem origem na banca devido às operações de crédito à habitação (e a prova é que o rating de alguns bancos já baixou devido ao seu sobre endividamento).
Até agora ninguém tem falado dessa autentica bomba de relógio que pode vir a explodir no nosso país!
No meio toda esta crise q. se abate sobre a Europa existe um acontecimento da maior relevância do qual todos os comentaristas e treinadores de bancada n/ falam. Trata-se criação p/ CE do Mega-Fundo destinado acorrer todos países da UE q. sejam alvo ataque especuladores. Foi esta medida q. possibilitou a acalmia dos mercados e q. fez com q. as taxas de juro cobradas p/ emissão nossos títulos de dívida voltassem aos valores normais. É evidente q. o esforço exigido aos ditos países ricos p/ a criação daquele fundo teria como contrapartida o compromisso dos Estados Membros mais debilitados economicamente de implementarem medidas mais gravosas do q. aquelas constantes no PEC! Era pegar ou largar e os governos de Espanha e Portugal pegaram e bem porque a existência de um escudo protector como é o Mega-Fundo permite q. as suas economias se possam financiar no estrangeiro em condições aceitáveis.
Agora que se anunciaram as medidas pelo Governo de Sócrates é curioso assistir ao desenvolvimento das análises mais estapafúrdias e despudoradas por parte dos comentadores de serviço, que são sempre os mesmos!
Um das situações a que temos assistido é ao ataque feroz ao aumento do IVA de 20% para 21%, suscitando as mais variadas críticas e indignações. Como a memória n/ é curta, talvez nos possamos recordar q. quando o Governo decidiu, antes do deflagrar desta crise, reduzir o mesmo IVA de 21% p/ 20%, este facto passou quase incómule aos olhos dos mesmos analistas e comentadores.
Termos eleições e com estas, ficarmos com a sensação de que podemos fazer a diferença, como que se o nosso voto servisse para algo.
Quem realmente manda, são sempre os mesmos, independentemente de quem ganha.
E depois de 15 anos (e mais alguns) de regabofe, onde se tem esbanjado tudo o que se amealhou. Onde se mente descaradamente e a seguir os parvos lhes dão a vitória nas eleições, onde têm feito asneiras de todo o tamanho, mandam o programa eleitoral e o pac ás urtigas e vêm dar o dito por não dito e espetam-nos a faca para tirar o ultimo sangue que nos resta.
Pergunto-me como foi possivel haver gente que acreditou em tais programas eleitorais, tão evidentemente irreais?
Acreditem que, enquanto os politicos e gestores publicos, não forem responsabilizados criminalmente e responder com o património pessoal, como qualquer gestor privado (não de sociedades anónimas), nunca este país entrará nos eixos.
Se algum de nós, ou um pequeno empresário, fizermos asneira, somos responsáveis com o nosso património, porque é que quer nas sociedades anónimas e na politica, não têm o mesmo nivel de responsabilidade?
Assim continuam a aldrabar-nos descaradamente e a fazer as maiores asneiras, que no final ainda há gente crente o suficiente, para ir votar neles.
É deplorável que, um dia após Espanha, que tem uma economia muitissimo mais forte que a nossa, ter anunciado uma redução de 15% nos rendimentos dos politicos e gestores públicos, poucos meses após Irlanda e outros países terem apresentado reduções semelhantes, os nossos ilústres dirigentes não passem de uns modestos 5%, e foi a custo.
Mas aos bolsos dos portugueses eles vão de ânimo leve.
Nos ultimos anos ouvimos os discursos do pantanal, da tanga e outros que tais.
Mas a receita tem sido sempre a mesma que nos colocou nesta situação: aumento de impostos, seguido de mais aumento de impostos e, já agora, de mais despesa para melhorar a economia, diziam.
Nunca ouvi ninguém perguntar-se porque é que figiram daqui todas as empresas estrangeiras.
Continuamos a ver sempre a mesma receita desastrosa e não vemos nenhum politiqueiro decidir que realmente é preciso reduzir a despesa e aumentar as exportações, dando condições ás empresas para tal.
Como dizia o agora presidente da républica há alguns anos atrás: o estado está a tornar-se num monstro cada vez mais insustentável. Na altura foi ignorado e até criticado. E agora quem vai ser o responsável perante nós por este gigantesco monstro?
A verdade é que têm sido sempre os mesmos a manter este monstro. Mas, e quando estes já não puderem pagar mais, como está quase a acontecer?