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Sócrates garante que Portugal vai ter um dos três futuros comandos da NATO

Se se mantiverem os atuais planos, disse José Sócrates, "Oeiras será o comando naval, que sairá do Reino Unido". Clique para visitar o dossiê Cimeira da NATO e para saber as ALTERAÇÕES DE TRÂNSITO EM LISBOA
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José Sócrates recusou-se a falar em termos futuros ao ministro dos Negócios Estrangeiros
José Sócrates recusou-se a falar em termos futuros ao ministro dos Negócios Estrangeiros / António Coutrim/Lusa

O primeiro-ministro garantiu hoje que Portugal vai ter o comando marítimo na nova estrutura militar que a NATO adotará no próximo ano. Se se mantiverem os atuais planos, disse José Sócrates, "Oeiras será o comando naval, que sairá do Reino Unido".

"Isto não significa baixar de nível (quanto à atual estrutura de comandos da NATO), ao contrário, é subir de nível. Se a estrutura é reduzida para apenas três comandos, e Portugal detém um deles, isto é subir e não descer", reiterou o primeiro-ministro.

A atual estrutura da NATO tem um comando estratégico (nível superior), situado em Mons (Bélgica), depois três comandos operacionais (Oeiras, Nápoles e Brunssum, na Holanda) e finalmente os comandos de componente, aéreo, naval e terrestre. Aparentemente, com a redução programada da estrutura de comandos da NATO para apenas três no total, Portugal consegue preservar o seu.

Clique para aceder ao índice do DOSSIÊ CIMEIRA DA NATO

"Há bons argumentos, não do lado do egoísmo nacional, mas da organização da NATO, para que o comando marítimo seja instalado em Portugal", disse Sócrates. "Se assim for, isso é muito significativo para o nosso país e sairá reforçada a presença da NATO em Portugal".

Elogio a Luís Amado


Questionado ainda sobre se pensava estar presente na próxima cimeira da NATO, em 2012, José Sócrates pronunciou-se afirmativamente, argumentando que "esta legislatura só termina em 2013".
Recusou-se porém a referir-se em termos futuros ao ministro dos Negócios Estrangeiros, quando perguntado se Luís Amado o acompanharia nessa cimeira.  

"O ministro dos Negócios Estrangeiros tem feito um grande trabalho pela diplomacia. Esteve presente comigo quando fizemos a presidência portuguesa e aprovámos o Tratado de Lisboa. Esteve bem presente na eleição de Portugal para o Conselho de Segurança e também quando Portugal organizou uma cimeira da NATO. O ministro tem feito um bom trabalho".

Nas notícias sobre uma possível remodelação governamental, Luís Amado é referido como um dos ministros que poderá abandonar o Governo. Na entrevista ao Expresso na semana passada, o próprio ministro disse que punha o seu cargo à disposição para facilitar uma solução de coligação ou entendimento de Governo.

"Não vamos gastar mais"


Quanto ao facto de Portugal se ter comprometido com novas despesas ao decidir enviar mais militares para o Afeganistão e participar no futuro sistema de defesa anti-míssil, considerou que "investir na segurança é investir na liberdade, porque a segurança é a primeira das liberdades".

Recusou todavia que esse "investimento" equivalesse a maiores despesas, na medida em que o Governo se limita a transferir os recursos que ficaram disponíveis com a redução do empenhamento em outras forças, como no Kosovo. "Não aumentamos, gastamos o mesmo mas focamo-nos no Afeganistão", disse.

José Sócrates reiterou ainda que a cimeira da NATO foi "um sucesso histórico, para a NATO e para Portugal", ao permitir aprovar um novo conceito estratégico, traçar um caminho claro em relação ao futuro do conflito afegão e ainda "abrir uma nova era nas relações entre a NATO e a Rússia".



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As garantias de Sócrates
Garantir,garante o lº.Só que ninguém sabe quando vem o graveto.Razão tiveram os policias: fizeram um chinfrim ,receberam os vencimentos a horas e as promoções publicadas em folha de Lei.Caso contrário tinha sido uma barraca.
Re: As garantias de Sócrates
Sr. primeiro!
Sócrates garante?.....
ha ha ha!!
(não me posso ter com riso!!!)
Garantias ?? deste meu ??
mesmo que ele me dissesse que o sol vai nascer amanhã... eu duvidava...
O Sr. Eng. Sócrates afirma...portugueses duvidam.
Pois é, a re-distribuição ou redução de comandos no seio da NATO não fazia parte da Agenda da Cimeira. Segundo alguns, foi para não criar problemas ao Governo português. Portanto Oeiras, por agora, manteve-se. Contudo, o PM veio já afirmar, que não só aquela estrutura militar continua, como a sua missão será substituir a função da existente no Reino Unido. De momento, não se compreende se é uma promoção ou diminuição de importância. Será esta previsão do Eng. Sócrates como as do Orçamento e do défice: a realidade desmente os seus desejos? Ainda resultado do choque tecnológico? Os seus Ministros estiveram melhor: não falaram demasiado. Porém, como o Chefe, estavam deliciados pela ocasião e atenção. Compreende-se. Durante dois dias, puderam esquecer o endividameento do País. A partir de segunda-feira, volta a questão orçamental e a pairar nos céus a nuvem negra do FMI. Está a atravessar o Atlântico Norte a caminho da Irlanda...Não há Cimeira que resolva o actual problema das finanças. Porém, não faz mal sonhar que, se esta triste e vil situação de endividamente não existisse, Portugal poderia ter projectado uma imagem consistente, não só de parceiro fiel como também fiável. Qual será a fiabilidade de um Estado de escassos recursos, que não sabe gerir as suas contas? Assim, resta-nos a habitual e reconhecida capacidade de organização e hospitalidade...e a cortiça. Fica bem e flutua sempre.
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Edição Diária 17.Abr.2014

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