Sócrates confirmou a reunião entre o ministro das Finanças e os responsáveis pelos fundos de Abu Dhabi
Miguel A.Lopes/Lusa
O primeiro-ministro, José Sócrates, confirmou hoje a reunião entre o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, e os responsáveis pelos fundos de Abu Dhabi.
Em declarações aos jornalistas, José Sócrates disse, no entanto, que não foi para vender dívida pública.
"A reunião serviu para apresentar o nosso plano de privatizações e discutir os investimentos em Portugal e de empresas portuguesas em Abu Dhabi", afirmou o primeiro-ministro.
Questionado se ficaria satisfeito se Abu Dhabi comprasse dívida portuguesa, Sócrates respondeu que sim, mas acrescentou que ela está no mercado.
O primeiro-ministro fez questão de esclarecer que a compra da dívida portuguesa "não é uma ajuda, é um investimento já que a nossa dívida está no mercado".
Voltou a frisar que a visita oficial teve como objetivo "a promoção da economia portuguesa, a aposta nas exportações e também a relação que deve existir institucional, política e económica com uma das regiões mais ricas e poderosas do mundo".
José Sócrates, que hoje visitou a cidade de Masdar - um projeto que pretende criar uma cidade com emissões zero para a atmosfera - esclareceu que a sua presença em Abu Dhabi se deve a um convite do emir. "O emir dirigiu-me um convite para estar presente num dos fóruns mais importantes das energias renováveis. Isto significa também uma valorização do nosso país -o mundo sabe que Portugal está na vanguarda da utilização das energias renováveis", disse.
Relações reforçadas com região do Golfo
O primeiro-ministro afirmou aos jornalistas que Portugal "devia ter vindo aqui já há muitos anos e, sendo a primeira visita que um primeiro-ministro faz à região do Golfo, isso é muito importante para criar uma relação política com estes países".
Para o chefe de Governo, as relações vão ser reforçadas com a abertura de embaixadas no Qatar, Abu Dhabi e Dubai "para solidificar politicamente uma relação económica".
Por outro lado, em jeito de balanço, José Sócrates disse que trouxe "uma grande delegação empresarial para que a comunidade do Qatar e dos Emirados se conheçam melhor e explorem possibilidades de desenvolverem cooperações nas áreas económicas", até porque "esta é uma das regiões mais dinâmicas e mais poderosas financeiramente do mundo".
O primeiro-ministro fez questão de dar o exemplo da performance exportadora do país: "As exportações recuperaram muito bem em 2010, porque houve uma diversificação, ou seja, exportamos para mais lados e exportamos melhor. Se olharmos para estes últimos cinco anos vemos que as exportações de baixa tecnologia têm estado sempre a descer e as exportações com média e alta tecnologia sempre a subir. É isso que nós desejamos: ter mais valor acrescentado nos produtos que vendemos para todo o mundo".
... tu foste mas é mandar fechar os poços de petróleo para aumentares os preço. Julgas que já não estamos a sentir os efeitos desse "teu" trabalho aqui em Portugal?
Pergunta ao águia ou a qualquer um dos seus clones... que ele explica-te.
Vamos lá ver quem são essas empresas. Estarão a preparar-se para se encher onde podem, depois de arrombar os cofres do Estado Português?
Oh Zé não te esqueças de nos dizer quem são as empresas. Quando há tempos disse que Sócrates devia ir para o Dubai com a pandilha, era desabafo, mas falhei por pouco.
Acho bem que vão, mas dêem oportunidade a todas as empresas passíveis de entrar na corrida.