A comissão de inquérito ao caso PT/TVI é "um ato de profunda hipocrisia política, que apenas pretende instrumentalizar a Assembleia da República", afirma José Sócrates, em entrevista ao Jornal de Notícias, publicada hoje.
Na mesma entrevista - cuja segunda parte será publicada amanhã -, o primeiro ministro escusa-se a dizer de que forma responderá perante a comissão de inquérito, caso seja convocado.
Mantendo que "o Governo nunca foi informado, que nunca deu orientações, fosse a quem fosse, para proceder empresarialmente de um modo ou de outro", José Sócrates classifica a criação de uma comissão de inquérito à alegada atuação do Governo na tentativa de compra da TVI pela Portugal Telecom (PT) como "um ato de profunda hipocrisia política", com a certeza de que os deputados "não pretendem apurar nada", porque já estão esclarecidos.
"É um acto de profunda hipocrisia política. Não pretendem apurar nada, mas manter a suspeição e instrumentalizar a AR no ataque pessoal e político contra mim. Através da comissão de inquérito, não querem descobrir nada, porque já têm respostas. Não andam à procura de esclarecimentos. O que querem é um palco para me atacarem."
Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico
Nota da Direcção do Expresso
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Por outro lado, não consideramos a ideia de que a ortografia afecta a fonética, mas sim o contrário. O facto de a partir de 1911 a palavra phleugma se passar a escrever fleugma e, já depois, fleuma não trouxe alterações ao modo como é pronunciada. Assim como pharmacia ou philosophia.
O facto de a agência Lusa adoptar o Acordo, enquanto o Expresso, por razões técnicas(correctores e programas informáticos de edição) ainda não o fez, leva a que neste sítio na Internet coexistam as ortografias pré-acordo e pós-acordo.
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