O Banco Luso-Moçambicano de Investimento terá um capital inicial de 500 milhões de dólares, significando, nas palavras do primeiro-ministro português, "um compromisso de médio e longo prazo" de ambos os Estados com projectos "estruturantes" para Moçambique.
"Com isto lucramos ambos", constatou José Sócrates, agradecendo o empenho do Presidente da República de Moçambique, Armando Guebuza, na criação do Banco Luso-Moçambicano de Investimento e entendendo-o como "uma expressão de confiança nas instituições portuguesas para que financiem o desenvolvimento de Moçambique".
A cerimónia de formalização do Banco Luso-Moçambicano de Investimento encerrou um dia cheio, dedicado à cooperação entre Portugal e Moçambique, que começou com a assinatura de oito acordos (ver caixa) e passou ainda pela inauguração de um centro de dia no bairro de Hulene, financiado integralmente pelo ministério do Trabalho e da Solidariedade Social.
Antes, ao almoço com a comunidade portuguesa residente em Maputo, o primeiro-ministro português sublinhou a mensagem que tem estado a passar em todas as ocasiões. A responsabilidade que assiste a Portugal de" honrar a nossa história com Moçambique": "Está metida debaixo da nossa pele e não sairá mais".
Cahora Bassa quinta-feira
Amanhã, quinta-feira, José Sócrates visita a hidroeléctrica de Cahora Bassa. A barragem, que reverteu a favor do Estado moçambicano em 2006, tem ainda 15% de capital pertencente ao Estado português.
Durante esta visita soube-se que o Governo de José Sócrates planeia alienar estes 15% em favor de empresas portuguesas. EDP e REN estarão na linha da frente das principais interessadas.
Assinados oito acordos
1. Estabelecimento de cimeiras anuais entre os dois Estados
2. Cooperação na área das alterações climáticas
3. Cooperação técnico-militar
4. Cooperação em matéria de energias renováveis
5. Cooperação nas relações culturais
6. Cooperação no domínio dos transportes e comunicações
7. Cooperação para a criação de bibliotecas escolares
8. Ampliação da linha de crédito concessional da CGD para projectos de infra-estruturas em Moçambique, de 200 para 400 milhões de euros