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Vistos gold. Ex-diretor do SEF em liberdade

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Manuel Jarmela Palos (à esq. na imagem, ao lado de Rui Pereira, antigo ministro da Administração Interna) fica sem passaporte e obrigado a apresentações bissemanais na PSP, e impedido de contactar os demais arguidos do processo dos vistos gold

Tiago Miranda

A partir desta quarta-feira, Manuel Jarmela Palos, um dos 11 arguidos do caso dos vistos gold, deixa a prisão preventiva e fica em liberdade condicionada.

O Tribunal da Relação de Lisboa alterou a medida de coação do ex-diretor do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), em prisão domiciliária com pulseira eletrónica desde o fim de novembro de 2014.

A partir desta quarta-feira, Manuel Jarmela Palos, um dos 11 arguidos do caso dos vistos gold, está em liberdade condicionada: tem de apresentar-se duas vezes por semana num posto da PSP da sua área de residência e não pode ausentar-se do país (entrega obrigatória do passaporte). Mantém-se a proibição de contacto com os restantes arguidos.



"Já falei com o meu cliente, que ficou obviamente muito contente", revela aso Expresso o advogado João Medeiros, que defende Jarmela Palos desde que este foi detido a 13 de novembro de 2014 durante a operação Labirinto, suspeito de corrupção na atribuição dos vistos dourados.

Depois de uma breve passagem pela prisão de Évora, onde está detido José Sócrates, Palos foi para casa com pulseira eletrónica. "Agora só penso no próximo passo, o julgamento. O meu cliente foi apanhado na curva, tenho a firme convicção de que vai ser absolvido", adianta o advogado.



Diretor do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras desde 2005, Manuel Jarmela Palos demitiu-se do cargo uma semana após a detenção, quando foi decretada a sua prisão preventiva. Mas mantém-se no SEF como inspetor de carreira. Segundo o seu advogado, o Ministério da Administração Interna propôs a suspensão da sua remuneração, mas foi apresentado recurso da decisão.