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Um milhar de manifestantes exigem Metro do Mondego

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Vindos de Coimbra, Lousã, Góis e Miranda do Corvo, manifestantes reivindicam conclusão do Metro adiado após investimento de cerca de 150 milhões de euros.

Prometido há quase 20 anos, o adiado Metro do Mondego mobiliza, hoje, junto à residência oficial de Pedro Passos Coelho, cerca de um milhar de pessoas vindas de Coimbra, Lousã, Miranda de Corvo e Góis.

O transporte dos manifestantes será assegurado pelas câmaras locais, que, tal como o Movimento Cívico da Lousã e Miranda do Corvo, reivindicam o reinício das obras de construção do Metro e o compromisso do Governo que o projeto será candidatável aos fundos do próximo Quadro Comunitário de Apoio 2014-2020.

Segundo Jaime Ramos, líder deste movimento, a chegada a Lisboa está prevista para as 10h, tendo já recebido a garantia que os responsáveis pelo protesto serão recebidos pelo chefe de gabinete do primeiro-ministro, que "justificou a ausência com outro compromisso".

Interrompidas há mais de dois anos,  após o Governo de José Sócrates ter desativado em 2010 a linha do Ramal da Lousã, as obras do Metro que esventraram Coimbra "já absorveram um investimento  de quase 150 milhões de euros", refere Pedro Coimbra.

Causa une partidos 

O líder do PS Coimbra, que mesmo não estando presente apoia os protestos em Lisboa, sustenta que esta é uma causa transversal suprapartidária na região, afirmando que "só por falta de vontade política" não se resolve.

Tal como Jaime Ramos e Pedro Coimbra, também Paulo Leitão está solidário com os manifestantes pela  retoma do projeto do Metro, que "trará enormes benefícios para a região, com um mínimo de custos para o país".

De acordo com Jaime Ramos, a comparticipação europeia pode chegar aos 95%, recordando que Passos Coelho e todos os partidos com assento na Assembleia da República já se comprometeram publicamente a concluir o projeto.

"Não se trata de uma obra nova, são milhões de euros que irão para o lixo se o metro do Montego não tiver prioridade a financiamento europeu", diz Jaime Ramos, que lembrando que um milhão de passageiros foram afetados com o corte da linha da Lousã.

"Uma questão de ética e confiança"

João Paulo, da JSD de Coimbra, estrutura que estará representada, em Lisboa, por alguns dos seus membros, frisa que a região de Coimbra não pode ser de novo prejudicada pelo poder central, depois de Passos Coelho ter prometido à população que o Metro seria candidato a financiamento europeu.

"É uma questão de ética e de confiança entre eleitores e eleitos", acrescenta o líder da JSD.