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Um ano de eclipses. O primeiro é já esta sexta

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Marcos Borga

Em Portugal, o fenómeno parcial tem início às 8h e termina às 10h, atingindo o seu pico pelas 9h. A ocultação do Sol irá variar entre os 62%, em Faro, e os 74%, na região norte do país. Até final de 2015 haverá três outros eclipses, dois da Lua (totais) e um do Sol (parcial).

Um eclipse total do Sol só ocorre quando a estrela, a Terra e a Lua, na fase de Lua Nova, se encontram perfeitamente alinhados. É isso que vai acontecer esta sexta-feira, no extremo norte do Oceano Atlântico, nas ilhas Faroé (Dinamarca) e Svalbard (Noruega), e na região Ártica.

Em Portugal, o eclipse será parcial, ou seja, o Sol será apenas parcialmente coberto pela Lua. Tal estará relacionado com o facto de Portugal se encontrar na penumbra, isto é, a parte menos escura do cone de sombra projetado pela Lua na superfície da Terra, segundo explicou à Lusa o Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço (IA).

Em território nacional, o fenómeno poderá ser observado entre as 8h e 10h (hora de Lisboa), com o seu pico a acontecer pelas 9h, de acordo com as informações do Observatório Astronómico de Lisboa (OAL), da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

Devido às previsões meteorológicas - céu nublado, com "abertas a norte", em todo o território de Portugal continental - a observação do eclipse poderá ser dificultada. No continente, a ocultação do Sol irá variar entre os 62% (Faro) e os 74% (região norte do país). Também no Arquipélagos dos Açores, onde o sol estará entre 70 a 77% coberto, e na Madeira (ocultação a rondar os 57%), o fenómeno dificilmente será observado, pois as previsões também apontam para céu muito nublado, sobretudo nos Açores, segundo informações prestadas à Lusa pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera.

Apesar disso, o OAL deixa algumas recomendações: em nenhuma circunstância, o Sol deverá ser observado diretamente sem filtros solares, e, mesmo quando estes estão a ser usados, é necessário fazer "intervalos frequentes para descanso, a fim de o olho não aquecer demasiado". O Observatório aconselha ainda a que não sejam colocados filtros solares na ocular de telescópios ou binóculos, pois corre-se o risco de "o filtro solar derreter deixando entrar intensidade suficiente para queimar a retina", causando lesões como a cegueira.

De modo a proporcionar uma observação em condições seguras, o Centro Ciência Viva de Constância, o Observatório Astronómico de Lisboa e o Planetário do Porto promovem, na sexta-feira, sessões gratuitas de observação com telescópios protegidos com filtros.

No Reino Unido, onde a obscuridade do Sol atingirá os 98% (norte da Escócia), os especialistas têm alertado para o perigo de tirar fotografias com telemóveis, visto que há uma grande probabilidade de a pessoa que está a tirar a fotografia olhar diretamente para o sol, nem que seja durante apenas alguns segundos.

Mais três eclipses até final do ano

Este é o décimo eclipse total desde o início do século. O último foi em novembro de 2013, na África Equatorial, tendo o fenómeno sido visto parcialmente no leste da América do Norte, norte da América do Sul, extremo da Europa Ocidental, Médio Oriente, Oceano Atlântico e Oceano Índico. Em Portugal, a ocultação do sol rondou os 6,6%, tendo o eclipse durado cerca de 1h35.

Durante este ano, vão acontecer mais três eclipses: dois eclipses totais da Lua, a 4 de abril e 28 de setembro, e um eclipse parcial do Sol, no dia 13 de setembro, que poderá ser observado na América do Norte e na América do Sul, Europa, Ásia Ocidental e em determinadas regiões de África. Relativamente aos eclipses totais da Lua previstos para este ano, o primeiro poderá ser observado na América do Norte, América do Sul, Ásia e em determinadas regiões da Austrália, e o segundo na África do Sul, Oceanos Índicos e Atlântico e Antártida.