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Três perguntas a Armando Zagalo de Lima

A qualificação e os incentivos fiscais são dois dos aspetos em que Portugal tem de melhorar, diz o vice-presidente da Xerox.

Portugal pode ambicionar entrar no top 5 dos destinos de investimento nearshore?

Penso que sim. Portugal tem uma fatia deste mercado de apenas um dígito (abaixo dos 10%) e pode atingir dois dígitos nos próximos anos. A partir dos bons resultados alcançados, pode haver um forte progresso se forem tomadas medidas adicionais. A nossa ambição é sermos, em 2019, um forte número dois no ranking do nearshore, logo a seguir à Polónia.

Quais são os aspetos onde Portugal deve melhorar?

Um estudo do Conselho para a Diáspora identifica quatro pontos-chave em que é preciso ter melhorias: o custo de mão de obra; a qualificação (é preciso aumentar o número de engenheiros) para trazer mais serviços nearshore de alto valor acrescentado; os incentivos fiscais; e o aumento da base instalada das operações já existentes.

A deslocalização de serviços nearshore vai continuar a crescer, em oposição a destinos longínquos como a Índia?

Sim. Um estudo recente indica que o fator mais importante é a disponibilidade de recursos humanos com o perfil adequado. Depois é a capacidade linguística. O custo de mão de obra aparece em terceiro lugar. Os países que estão mais bem colocados são a Polónia, Roménia, Hungria, República Checa e Portugal.