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Tráfico de droga em larga escala fecha empresas de câmbio em Lisboa

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Polícia Judiciária deteve cinco homens ligados a duas empresas de câmbio, que já foram entretanto suspensas pelo Banco de Portugal.

Hugo Franco e Raquel Moleiro

As duas sociedades de câmbio suspensas pelo Banco de Portugal são suspeitas de encobrir negócios de tráfico de droga em larga escala. A investigação levada a cabo pela Polícia Judiciária já levou à detenção de cinco homens ligados à gerência da MoneyOne e da Transfex, as duas empresas visadas.

Os negócios de câmbio serviriam de fachada para as transferências ilegais de dinheiro entre Portugal e outros países. O Expresso sabe que as movimentações financeiras das duas empresas estavam sob escrutínio das autoridades há já algum tempo. Bem como os seus principais responsáveis. 

Esta quarta-feira de manhã, o Banco de Portugal anunciou a suspensão da MoneyOne e da Transfex, num comunicado em que mencionava o branqueamento de capitais e também o financiamento do terrorismo. 

Apesar de um comunicado do Banco de Portugal referir que a decisão de suspender a atividade das empresas foi tomada "no exercício dos poderes de supervisão que lhe estão legalmente conferidos, designadamente no âmbito da prevenção do branqueamento de capitais e do financiamento do terrorismo", o regulador esclareceu posteriormente que o caso não envolve terrorismo (facto que o Expresso noticiou por estar referido no comunicado do regulador), mas antes - e somente - branqueamento de capitais.  

Ainda segundo o Banco de Portugal, "tendo presente tal situação e considerando a necessidade de serem salvaguardados os interesses dos utilizadores dos serviços de pagamento ou de outros serviços financeiros disponibilizados por aquelas duas instituições de pagamento", foi emitido, a 21 de abril, um conjunto de determinações específicas dirigidas às duas empresas "impondo às mesmas a suspensão integral de quaisquer operações, como envios de fundos do e para o exterior, operações de câmbio manual ou quaisquer outras" - seja em em território nacional, atuando em nome próprio ou na qualidade de agentes ou distribuidores de instituições de pagamento ou instituições de moeda eletrónica com sede fora de Portugal; ou no exterior, atuando através de sucursais, agentes ou em regime de livre prestação de serviços.

O Expresso contactou a Money One e um responsável do call center declarou que "de momento não têm qualquer informação veiculada sobre o Banco de Portugal." Na sede da empresa ninguém atende o telefone. 

Na Transfex também ninguém responde às chamadas telefónicas.