Siga-nos

Perfil

Expresso

Sociedade

Testes ao vírus da sida como exame de rotina "são uma mais-valia" para o rastreio

"É importante fazer o teste. O importante é sabermos se estamos infetados, se estamos a infetar o outro", alerta a presidente da Liga Portuguesa Contra a Sida, Maria Eugénia Saraiva.

SERGEI SUPINSKY/AFP/Getty Images

Presidente da Liga Portuguesa Contra a Sida salienta a importância da população fazer testes o mais cedo possível. O doente será sempre informado de que lhe vai ser pedida a análise à infeção VIH mas pode recusar.

<#comment comment="[if gte mso 9]> A presidente da Liga Portuguesa Contra a Sida considera que a inclusão dos testes à infeção VIH nas análises de rotina pedidas pelos médicos é "uma mais-valia" e vai ajudar no rastreio precoce da doença. Maria Eugénia Saraiva comenta assim, em declarações à agência Lusa, a informação publicada esta segunda-feira no "Diário de Notícias", de que a generalização do teste faz parte da nova norma para o diagnóstico e rastreio da doença, que já foi concluída pela Direção-Geral da Saúde (DGS) e que será publicada em breve.



"Os testes são uma mais-valia para todos (...) desde que não seja obrigatório, isto porque a obrigação implica também uma preocupação para todos nós quando se trata de uma situação que leva à discriminação e ao estigma", salienta esta responsável, que salienta a importância da população fazer testes o mais cedo possível. "Quanto mais cedo fizermos o teste, mais cedo e mais facilmente saberemos o estado serológico e o tratamento será mais efetivo. O que se está a passar agora é que muitas pessoas chegam ao hospital já tarde, com infeção, e depois o tratamento não é o mais eficaz, já é tarde", alerta.



O doente será sempre informado de que lhe vai ser pedida a análise à infeção VIH e pode sempre recusar. Até aqui o doente tinha de autorizar por escrito ou oralmente que a queria fazer, refere o jornal, citando a DGS.



"É importante fazer o teste. O importante é sabermos se estamos infetados, se estamos a infetar o outro. Esta tem sido a estratégia da Liga e por isso adotámos desde 2012 a unidade móvel de rastreios que tem vindo a fazer testes, não só aos VIH mas também às hepatites víricas e doenças sexualmente transmissíveis junto de populações mais vulneráveis em Lisboa, Loures e Odivelas", diz a presidente da Liga.



Maria Eugénia Saraiva conta que tem havido uma grande adesão e procura do teste na carrinha, que tenta abranger toda a população. "Ainda há muito a fazer, é um caminho longo a percorrer. É importante perceber e nunca é demais repetir que esta doença pode atingir tudo e todos e que temos de prevenir, de perceber o nosso estado de saúde. Temos de passar a mensagem aos nossos jovens de que não existe vacina, não existe cura, só tratamento", conclui.



O Dia Mundial da Luta Contra a Sida assinala-se esta segunda-feira com várias iniciativas pelo país, para lembrar uma doença que, desde 1985, afetou mais de 47 mil pessoas em Portugal.



<#comment comment="[if gte mso 9]> Normal 0 21 false false false PT X-NONE X-NONE <#comment comment="[if gte mso 9]> <#comment comment="[if gte mso 10]>