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Taxinhas no Porto? Pires de Lima: "Não quero fazer" comentários

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FOTO ANDRÉ KOSTERS / LUSA

Rui Moreira admite cobrar taxa de dormidas para cobrir impacto da pegada turística. Pires de Lima, que se atirou contra as taxas e taxinhas de António Costa, remete-se ao silêncio.

Isabel Paulo

Isabel Paulo

Jornalista

Rui Moreira afirmou este domingo que face à proliferação turística do Porto, "a taxa de turismo nos hotéis não é tabu para nós". Questionado sobre a posição do presidente da Câmara do Porto, eleito com o apoio do CDS-PP, o ministro da Economia, que em outubro último criticou António Costa por avançar com "taxas e taxinhas" turísticas em Lisboa, não comenta a questão.

À pergunta sobre se a posição de Rui Moreira não lhe mereço qualquer comentário, António Pires de Lima responde: "Não é não merecer comentário. É não o quero fazer".

Em entrevista ao "Jornal de Notícias", o autarca do Porto afirmou não excluir a hipótese de criar uma taxa de dormidas nos hotéis do concelho, que, "tal como acontece" noutras cidades do mundo, serve para cobrir o impacto da pegada turística", deixada pela "enorme sobrecarga" de turistas nas infraestruturas da cidade.

Rui Moreira condicionou, contudo, a aplicação do imposto turístico ao retorno que terá em Lisboa, a partir de janeiro, altura em que a Câmara de Lisboa começará a taxar as dormidas de turistas nos hotéis da cidade.

As declarações de Rui Moreira foram mal recebidas pela Associação Portuguesa de Hotelaria, Restauração e Turismo (APHORT), advertindo António Condé Pinto que esta é "uma ideia bizarra" do líder da Câmara do Porto ao comparar um destino turístico consolidado como Lisboa com a Invicta.

"O Porto é um destino turístico ainda jovem e frágil, razão porque equacionar a ideia de taxar as dormidas é perigosa, correndo-se o risco de estar a matar à nascença um possível galinha dos ovos de ouro", sustenta o presidente executivo da APHORT.

António Condé Pinto lembra que só em 2013 as dormidas de estrangeiros no Porto foram superiores às dos turistas nacionais, facto que se deveu ao aumento da notoriedade externa do destino, mas "também devido à crise do mercado interno, que levou a uma menor circulação de turistas nacionais pelo país".

Fonte próxima de Rui Moreira refere que não se justifica o impacto das declarações do Rui Moreira, dado não ter dito nem mais nem menos do que sempre afirmou "publicamente e em assembleia municipal de novembro sobre a questão das taxas turísticas".

"Tal como agora, referiu que é preciso prudência na aplicação deste tipo de imposto e que a sua aplicação no Porto estaria dependente de um estudo de impacto económico sobre a introdução das mesmas em Lisboa", adianta fonte do executivo autárquico.

as taxas e taxinhas